Sapopemba é atração da abertura do I Encontro de Tambores Ecos de Ngoma

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Foto: José de Holanda

Ogã, cantor e percussionista abre programação no Sesc Araraquara na sexta (05) e realiza oficina no sábado (06)

O show “Gbọ́”, com o ogã, cantor e percussionista Sapopemba, abre a programação do I Encontro de Tambores Ecos de Ngoma nesta sexta-feira (05) no Sesc Araraquara, às 20 horas. O cantor também realiza a oficina “Cantigas e toques afros e caboclos” no sábado, às 10h, no Palacete das Rosas Paulo A.C. Silva e as inscrições estão abertas.

Sapopemba pesquisou a cultura popular afro-brasileira por mais de 50 anos e mantém a memória viva de ritmos e canções de raiz africanas, passadas oralmente através de gerações. Inspirou o documentário “O Canto Afro de Sapopemba”, lançado pelo Sesc em 2019, e o documentário “Sapopemba pelos Amigos”, de Paula Rocha e Caio Csermak.

Alagoano radicado em São Paulo e começou a carreira musical tocando e cantando nos forrós de São Mateus e do Jardim Sapopemba, em São Paulo. Ainda jovem se iniciou no Candomblé Ketu, assumindo a função de ogã, na qual aprendeu um vasto repertório de canHgas de Orixás e de Caboclos, assim como os sambas de roda que sempre finalizam os rituais sagrados com festa.

Ao longo da vida e das muitas funções profissionais que exerceu – caminhoneiro, motorista, pintor, segurança e, claro, músico –, Sapopemba se converteu em um pesquisador nato da história e da diversidade musical afro-brasileira. De ogã, foi um passo para Sapopemba tornar-se cantor e percussionista, passando a frequentar os principais palcos do Brasil e de outros países, como Alemanha, Coreia do Sul, Cuba, Espanha e França.

Em sua carreira artística tocou ao lado de grandes nomes da canção popular e da música instrumental, participou de programas de TV e documentários e tornou-se um artista respeitado tanto pela sua qualidade musical como pelo seu profundo conhecimento das tradições musicais afro-brasileiras. Como caminhoneiro, Sapopemba percorreu as estradas de todo o país, expandindo seus conhecimentos nas tradições populares brasileiras. Foi também por ser motorista da prefeitura de Santo André que, ao levar o Balé Folclórico Abaçaí para uma série de apresentações, recebeu o convite para fazer parte do grupo. Com ele gravou o CD “Agô – Cantos Sagrados Brasil Cuba”.

Em sua trajetória ainda somam a participação na trilha do espetáculo Milágrimas, de Ivaldo Bertazzo. Também gravou o CD “Guga Stroeter e HB convidam Sapopemba”. Em 2020 Sapopemba lançou pelo Selo Sesc o seu primeiro álbum solo, Gbọ́, que contou com a produção musical de André Magalhães, direção musical de Ari Colares e produção executiva da Arueira Expressões Brasileiras.

Na abertura do I Encontro de Tambores nesta sexta, o show de Sapopemba apresenta o álbum “Gbọ́”, lançado pelo Selo Sesc e primeiro solo do mestre alagoano aos 72 anos. Representa 30 anos de sua carreira musical e mais de 50 de atuação como ogã no Candomblé. Uma mescla de composições próprias com cantigas de Candomblé – das nações Ketu, Ijexá, Angola e Jêje – que mostram a diversidade musical das muitas Áfricas que aportaram ao longo dos séculos no Brasil.

Com produção musical de André Magalhães e direção musical de Ari Colares, Gbọ́ é um álbum de encontros: com os músicos que o artista Sapopemba conheceu nos palcos do mundo; com as tradições afro-brasileiras que o caminhoneiro e motorista conheceu dirigindo Brasil afora; com os orixás e as entidades sagradas, para os quais a sua música é um louvor.

Em iorubá, Gbọ́ significa ouça. Gbọ́ é um convite para ouvir e se deixar levar pela riqueza sonora do Candomblé somada à inventividade harmônica da canção popular. O álbum representa os 30 anos da carreira musical de Sapopemba e os mais de 50 anos de sua atuação como ogã no Candomblé.

No repertório do CD se mesclam composições do próprio Sapopemba com cantigas de Candomblé – das nações Ketu, Ijexá, Angola e Jêje – que nos levam através da diversidade musical das muitas Áfricas que aportaram ao longo dos séculos no Brasil. Completam o CD duas regravações do cancioneiro afro-baiano, mostrando que a sonoridade dos terreiros é um dos pilares da música popular brasileira.

Depois, no sábado (06), Mestre Sapopemba ministra a oficina “Cantigas e toques afros e caboclos”, às 10h, no Palacete das Rosas Paulo A.C. Silva, trazendo sua vivência nos terreiros de diversas nações.

A oficina será dividida em duas partes: “Toques e cantigas afros (Angola, Ketu e Jejê)” e “Toques e cantigas caboclas – como se toca para caboclo no candomblé na mesa de Jurema, no Catimbó e na Xambá”.

São 20 vagas gratuitas e as inscrições podem ser realizadas pelo fone (16) 3322-2770.

O Encontro de Tambores segue até domingo (07), com diversas atividades nos 3 dias de programação gratuita. A realização é da Secretaria Municipal da Cultura e Fundart, e conta com o apoio cultural do Sesc Araraquara.

A programação completa do I Encontro de Tambores Ecos de Ngoma pode ser conferida no site da Prefeitura de Araraquara (www.araraquara.sp.gov.br).

SERVIÇO:

I Encontro de Tambores Ecos de Ngoma – Atividades com Sapopemba

 •       Sexta-feira (05 de agosto)

20h: Show “Gbọ́”, com Sapopemba

Local: Área de Convivência do SESC Araraquara (Rua Castro Alves, 1315 – Quitandinha)

•       Sábado (06 de agosto)

10h: Oficina “Cantigas e Toques Afros e Caboclos”, com Sapopemba (20 vagas)

Local: Palacete das Rosas (Rua São Bento, 794 – Centro)

Inscrições pelo telefone 3322-2770 (Secretaria Municipal de Cultura)

Grátis

• Acesse a programação completa em: www.araraquara.sp.gov.br

SECRETARIA MUNICIPAL DE COMUNICAÇÃO
PREFEITURA DE ARARAQUARA

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