José Renato Nalini, secretário da Educação do Estado, diz que há muitas lições a se extrair das tragédias. Se a política pública persistir na cultura do encarceramento geral e irrestrito, então é urgente multiplicar o número de estabelecimentos prisionais. Não é a solução mais singela, nem a menos dispendiosa. Há opções. Priorizar segregação apenas para quem deve ficar segregado. Privar de outras coisas pode doer mais: dinheiro, patrimônio, frequentar certos lugares. Impor o trabalho é mais doloroso do que trancafiar uma pessoa e deixá-la desocupada planejando nas nuvens.