Texto: Giovani Henrique Peroni
O desinteresse de uma parte da sociedade civil perante os assuntos da gestão administrativa pública ainda gera desconforto naqueles que se envolvem e se preocupam com a sua cidade. Entre uma conversa de esquina, no transporte coletivo, ou nos bares da vida é comum os elogios ou as críticas, porém se o gestor não faz é taxado de ruim e quando faz algo de bom, não fez mais que a sua obrigação, pois o povo está pagando o seu salário para ter qualidade de vida nos quesitos mínimos constitucionais dos direitos sociais a educação, saúde, trabalho, moradia, lazer, segurança, proteção a maternidade e à infância, assistência aos desamparados, previdência social e transporte, que devem ser fiscalizados pelo legislativo, porém os requisitos mencionados, iriam possibilitar a elaboração do conteúdo para que fosse criado o Ranking dos Políticos Vereadores.
COMO SERIA O CRITÉRIO DE PROPRIEDADE
A sociedade civil através de uma comissão com voluntários que avaliariam os vereadores em exercício, classificando-os do melhor para o pior, de acordo com os critérios que estabelecemos: combate aos privilégios, desperdício e corrupção no poder público. Os membros desta comissão não estariam isentos de ideologia, ficando claro que o critério proposto não é absoluto. Esse projeto seria desenvolvido por pessoas comuns, sem ligação com nenhum partido político ou grupo de interesse.
COMO SERIA CALCULADO O RANKING
A pontuação dos políticos é definida de acordo com sua atuação no combate à corrupção, aos privilégios e ao desperdício da máquina pública. Para apurar isso, seria avaliado os dados sobre presenças nas sessões, economia de verbas (materiais e equipamentos), processos judiciais e votações dos parlamentares nas decisões mais importantes da população e do município.
Os critérios e a metodologia a ser aplicada seria através dos resultados da pontuação dos políticos sendo definida de acordo com informações obtidas em fontes oficiais como o site da Câmara Municipal. Por meio de 3 pilares, que seriam utilizados para avaliar o desempenho dos parlamentares através dos pesos e aplicação de uma formula contendo: AP = Antiprivilégio; AD = Antidesperdício; AC = Anticorrupção e OT = Outros.
O povo teria acesso de forma transparente qual é o custo real de cada gabinete e a produção dos vereadores. Já imaginaram um serviço de proteção ao eleitor (semelhante ao Procon) e que pudesse constatar a ineficiência na gestão pública?
QUAL A ORIGEM DOS DADOS UTILIZADOS
Após a conclusão dos resultados todos os dados apresentados são de origem oficial pública, obtidos diretamente do site da Câmara e dos Tribunais de Justiça. Cada ponto ganho ou tirado estaria documentado, com a fonte da informação, de modo que qualquer um pudesse conferir. A realização desse trabalho não é criar informações e sim apenas buscá-las e organizá-las para facilitar a leitura e análise. A publicação nos meios de comunicação local iria fortalecer a opinião popular que teria subsidio suficiente para auditar diariamente a conduta de cada parlamentar e formatariam suas convicções que poderiam acompanhar o ranking, conferindo, criticando e sugerindo correções, quando necessário. Isto sim seria uma participação popular democrática com muita propriedade e responsabilidade.