Texto: Ricardo Veiga Lopes
Muitos adolescentes não receberam orientação sobre como utilizar sua mente verdadeira e os seus desejos, nem têm feito treinamento para isso. Passaram a valorizar somente os desejos de comer, de praticar sexo e de dormir, pensando que, desta maneira, estariam sendo fiéis a si próprios. Eles estão encenando uma peça cujo enredo é criar para si uma vida baseada exclusivamente na satisfação dos próprios desejos.
A verdadeira liberdade não significa libertinagem. Não há uma só pessoa que tenha saboreado a verdadeira liberdade agindo cegamente, a mercê de seus desejos instintivos. Por exemplo, não se pode levar uma vida social sadia empanturrando-se de comida e bebida, e dormindo até não poder mais. Acabará ficando doente e sem dinheiro.
Se não vivermos de acordo com a lei que faz a Terra girar em torno do Sol, nossa vida se desmoronará. É importante fortalecermos o corpo e a alma. Em vez de nos deixarmos arrastar pelos desejos, devemos controlá-los com a consciência, como o policial que controla o trânsito. Devemos conter, por exemplo, a fome e o desejo sexual até chegar o momento adequado para satisfazê-los. O importante é não soltar as rédeas de maneira irrestrita. Não há mal algum em sentirmos fome ou desejo sexual. O que não devemos fazer é destruir a ordem, expressando de maneira inadequada tais desejos. Para evitar isso precisamos fortalecer o poder da consciência e por ela nortear nossa conduta.
(É engenheiro civil e preletor Seicho-No-Ie)