Colaboração: João Luiz Ultramari
Como é gostoso lembrar do passado, muito diferente do presente em quase tudo. Rever os amigos, alguns ainda com boa saúde e conseguindo viver com sua aposentadoria desvalorizada pelos nossos governos, outros dependendo da família e muitos em casas de repouso justificadamente, mas outros abandonados em asilos.
Na última terça-feira consegui visitar dois amigos: um que há muitos anos não via, desde a unificação dos institutos de previdência, que passou a ser o INSS. Ele fez questão de me receber em sua casa no setor três do Selmi Dey, o Sr. Antonio de Souza (foto abaixo), com 90 anos de idade, boa saúde e lúcido, graças a Deus. Com ele, lembrei dos tempos em que era adolescente e frequentava os Institutos de Previdência IAPETEC, IAPC, IAPI e através do Escritório São Paulo de Contabilidade (dos sócios Bonilha & Adérico). O Sr. Antonio era responsável por diversos setores do IAPETEC, que ficava na Avenida São Paulo, esquina com a Rua Carlos Gomes, hoje um estabelecimento comercial. Lá, comparecia e com o Sr. Antonio, tirava matrículas para os motoristas de empresas ou autônomos poderem viajar nas estradas do nosso Brasil e pagar o selo mensal de sua contribuição à previdência, para fins de aposentadoria. Lembramos do Sr. Joaquim, do Sr. Lins e de tantos outros que foram funcionários desse Instituto, que abrangia o pessoal que trabalhava em transporte em geral. Esses institutos, na época, remuneravam bem os funcionários e tínhamos um bom atendimento em geral (benefícios, assistência médica e hospitalar). Lamentamos os problemas de muitos aposentados, a exemplo de nossas aposentadorias: o Sr. Antonio, com benefício de 10 SM, hoje não recebe 4 SM (e trabalhava no INSS); eu, com aposentadoria de 7 SM, hoje não recebo 3 SM. Estudioso, não pôde fazer Direito na época, mas até hoje acompanha os acontecimentos jurídicos em nosso Brasil. Foi muito gostoso passar umas horas com o Sr. Antonio e família (filha e genro), relembrando um pouco do passado.
Também, nesse mesmo dia, fui visitar outro amigo do Tiro de Guerra e que mensalmente nos encontramos com poucos da turma de 1969 (uma média de 15 atiradores) em razão de muitos já terem falecido e outros com problemas de saúde. Mas fui pagar uma visita cobrada pelo amigo Antonio Luiz Borsari, ficando muito impressionado pela nova localização, espaço e organização da Imobiliária Borsari, dirigida pelos amigos Antonio e seu filho Alexandre, familiares e colaboradores. Também relembramos os tempos passados, quando iniciamos como office boys no Escritório São Paulo (Rua Padre Duarte) e Escritório Ramalho (Avenida São Paulo), que era ao lado da Casa Rodela e em frente ao Foto Ultramari, do meu querido pai João Ultramari, onde posteriormente passamos a ser sócios de escritórios de contabilidade. Parabéns Borsari e família pela belíssima sede, que, como disse, servirá para os netos e bisnetos se espelharem na profissão. Agradeço ao amigo Fernando Fraga, que me acompanhou nessas visitas.
Quanto à nossa querida Araraquara, agora em véspera de eleições, acontece de tudo. Os políticos prometem consertar todos os erros que cometeram na cidade. Mostram o pouco que fizeram, que na verdade não fizeram; seria obrigação de fazer em razão dos impostos pagos pela população.
Mas vamos aguardar as convenções dos partidos, muitos apenas por interesses financeiros e cargos, pois é o que já estamos vendo em alguns nomes anunciados.
Quanto ao nosso Estado de São Paulo, vamos esperar que o Governador continue lutando pelo mesmo, pois não está sendo fácil governar com tanta oposição. Pelos demais Estados e nosso querido Brasil, vamos orar para que aconteça o melhor para a sofrida população.

