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Novo carro fiscalizador levanta dúvidas sobre cobrança e fiscalização em Araraquara

Luigi Polezze

Segundo veículo deverá ampliar o monitoramento de placas e poderá resultar em autuações; data para início da operação ainda não foi definida

Os motoristas de Araraquara deverão enfrentar uma nova etapa na fiscalização dos veículos estacionados nas vias públicas. Um segundo carro fiscalizador está previsto para começar a circular pela cidade, ampliando o monitoramento por meio da leitura das placas. O problema é que, até o momento, a data para o início da operação ainda não está definida.

A novidade também envolve o sistema de Área Azul, responsável pela cobrança do estacionamento rotativo. E é justamente nessa transição que surgem dúvidas para quem utiliza as vagas públicas: até onde vai a possibilidade de regularização e a partir de quando o motorista estará sujeito diretamente a uma autuação?

Placa identificada sem que motorista perceba

O funcionamento informado é baseado na leitura das placas dos veículos. O carro passa pelo local, registra a placa e o horário e, posteriormente, essas informações podem ser utilizadas pela equipe responsável pela Área Azul.

Atualmente, quando um motorista estaciona sem utilizar o aplicativo e opta pelo tíquete físico, por exemplo, existe a possibilidade de o funcionário da Área Azul verificar a situação e emitir o registro correspondente, considerando o horário em que o veículo fiscalizador identificou a placa.

Com o novo carro, entretanto, a fiscalização deverá ganhar uma dimensão diferente.
A principal questão é que o motorista poderá sequer saber que seu veículo foi identificado pelo sistema.

Imagine a situação: o condutor estaciona, deixa o carro na rua e vai embora. O veículo fiscalizador passa pelo local, registra a placa e o proprietário não recebe qualquer aviso naquele momento. Se não houver uma consulta posterior ou uma forma clara de comunicação, como esse motorista saberá que existe uma pendência?

Da possibilidade de regularizar à multa

Segundo as informações obtidas, a nova sistemática poderá fazer com que uma situação não regularizada avance para uma autuação, semelhante ao procedimento de uma multa de trânsito recebida posteriormente pelo proprietário.

Ou seja, a preocupação não está apenas na fiscalização, mas na mudança da relação entre o motorista e a cobrança.

Na Área Azul, existe uma lógica de estacionamento rotativo em que o usuário adquire o período correspondente e, diante de determinadas situações, pode haver a possibilidade de regularização. Com a ampliação da fiscalização, a questão passa a ser saber exatamente quais situações poderão ser regularizadas e quais resultarão em autuação.
E há um ponto que merece atenção: se o motorista não souber que foi identificado, como poderá agir para evitar que a situação avance?

Informação antes da punição

Fiscalizar o estacionamento é uma coisa. Criar um sistema no qual o motorista pode ser identificado automaticamente e posteriormente receber uma autuação é outra.

Por isso, antes de colocar o novo carro nas ruas, é fundamental que as regras sejam amplamente divulgadas e que o motorista saiba como funciona o sistema, quais são suas obrigações e quais são as consequências de não regularizar o estacionamento.

A tecnologia pode tornar a fiscalização mais eficiente. Mas, quando envolve cobrança e possibilidade de multa, transparência e informação também precisam acompanhar a tecnologia.

Enquanto a data de início não é definida, resta aos motoristas aguardar as explicações oficiais sobre como, de fato, funcionará o novo modelo de fiscalização em Araraquara.

Foto Ilustrativa

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