Colaboração: Cintia Alves
As lágrimas escorrem pelo rosto de todos.
Mas, para mim, elas têm outro nome: nostalgia.
Choramos de alegria quando alcançamos aquilo que parecia impossível. Choramos de tristeza quando perdemos o que acreditávamos que ficaria. Choramos de luto por quem amamos e já não podemos abraçar.
Toda lágrima carrega uma memória.
E até as lágrimas felizes doem. Porque ninguém conhece o preço de uma conquista apenas olhando para quem venceu. Assim como ninguém consegue medir o tamanho de uma perda apenas olhando para quem chora.
As pessoas veem as lágrimas.
Poucas conhecem a história que existe dentro delas.
Podemos chorar pelo mesmo motivo, mas nunca pela mesma memória. Cada lágrima pertence a quem viveu, amou, perdeu, conquistou e precisou continuar.
Por isso, chorar não é esquecer.
É lembrar tanto que o coração transborda pelos olhos.
Algumas lágrimas carregam saudade.
Outras, alívio.
Algumas encerram histórias.
Outras anunciam recomeços.
Não é fácil parar de chorar por aquilo que ainda machuca. Algumas lembranças simplesmente permanecem.
Mas as lágrimas caem.
E nós permanecemos de pé.
Talvez seja essa a beleza delas: nascem daquilo que nos marcou, carregam aquilo que fomos e abrem espaço para aquilo que ainda podemos ser.