Kanto A, um local que movimentou gerações

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Luigi Polezze

Localizado no município de Santa Lúcia na Praça Padre Patella, nº 42, o Kanto A é mais do que um simples bar, é um marco na comunidade local, representando anos de história, música e encontros memoráveis. José Roberto Trevizo, fundador do estabelecimento, relembra os primeiros passos desse ícone que começou em 1985.

“Tudo começou de forma inesperada”, conta Trevizo. Após anos trabalhando em uma empresa local, ele decidiu seguir um caminho diferente. “Fui mandado embora do serviço em 1982. Sem muitas opções, comprei um bar na esquina, o Bar do Marinho”, revela. Mas foi apenas três anos depois, em 13 de fevereiro de 1985, que o Kanto A abriu suas portas pela primeira vez.

A inauguração foi um verdadeiro sucesso. “Foi um movimento incrível, com gente vindo de toda parte”, relembra Trevizo. A popularidade do local cresceu rapidamente, e logo chamou a atenção de artistas locais, como o Alma Brasileira, um renomado grupo de pagode da época. “Fizemos um show aqui e a resposta do público foi avassaladora”, conta.
Com uma média de três mil pessoas por evento, o Kanto A se tornou um ponto de encontro imperdível na região. “Nossa praça não era mais a mesma. Era um festival de música e alegria a cada domingo”, diz Trevizo. Shows de outros grupos renomados, como os Magnatas do Pagode, também se tornaram parte da rotina do estabelecimento.
Entretanto, como em toda história de sucesso, houve desafios. “Com o tempo, surgiram crises e novos concorrentes na região”, explica Trevizo. “Mas sempre mantivemos a essência, oferecendo boa música e um ambiente acolhedor para nossos clientes”, complementa.

A trajetória do Kanto A foi marcada por momentos de glória e desafios inesperados. “Fui trazendo grandes nomes da música local, como o Alma Brasileira e o Paulo César e os garotos de ouro”, relembra Trevizo. Os eventos lotados eram uma constante, com mais de dois mil pagantes em alguns domingos.

Entretanto, à medida que o tempo passava, novos desafios surgiram. Em meados dos anos 90, Trevizo decidiu inovar, introduzindo um projetor de telão para exibir clipes musicais e atrair ainda mais o público. “O telão foi um sucesso imediato. Todo domingo, a praça estava cheia de pessoas dançando e se divertindo”, conta.

O Kanto A, que um dia foi o ponto alto das noites de Santa Lúcia, sucumbiu às mudanças e desafios do tempo. “Durante 30 anos, fizemos do Kanto A um ponto de encontro memorável. Infelizmente, devido a alguns problemas administrativos e à mudança no comportamento do público, perdi o amor pela coisa quando a polícia precisava ser chamada diariamente”, conclui Trevizo.

Por fim, ele ressalta como o Kanto A na verdade foi um fenômeno causado tanto por seu amor-próprio pelo ofício quanto pelo carinho do público e pelas circunstâncias da época. Hoje, Trevizo não acredita que seja possível trazer à tona a época “dourada” do bar.

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