Dimas Ramalho (*)
Ao analisar a aprovação da última versão do texto Rio+20, não tenho dúvida: o esforço do conjunto das nações para viabilizar o desenvolvimento sustentável não terá sucesso sem o combate permanente da erradicação da pobreza no planeta.
A Rio+20 apresenta um avanço muito importante que é a preocupação em relação ao equilíbrio social que os países precisam ter como meta, porque o desenvolvimento sustentável só será possível com justiça social: diminuição da pobreza, divisão da riqueza e possibilidade de ascensão social.
A questão social deve ser o ponto de partida do debate das ações a serem adotadas para a preservação ambiental do planeta e do combate à emissão dos gases que causam o efeito estufa. A preservação do planeta é um compromisso que precisa ser assumido entre países ricos e em desenvolvimento, indistintamente. A conservação do planeta Terra passa necessariamente pela preservação do indivíduo que o habita.
Em linhas gerais, o texto da Rio+20 fixa um mecanismo de financiamento para as ações de desenvolvimento sustentável nos países mais pobres e também exige que países emergentes como Brasil e China também participem deste esforço.
Na Eco-92 [Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento realizada no Rio de Janeiro, em 1992] havia disposição pela penalização dos países desenvolvidos por causa da poluição e danos ambientais que causavam. Hoje, 20 anos depois, a situação é outra porque tanto os países desenvolvidos como os em desenvolvimento têm de ter a mesma responsabilidade com a preservação dos recursos naturais em todo mundo.
(*) É deputado federal e representante da Região de Araraquara.