Hidrocefalia tem cura? Neurocirurgião pediátrico explica

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Dúvida é comum nos consultórios. Tratamento varia de acordo com o tipo da doença

Hidrocefalia tem cura? Essa dúvida é comum em muitos consultórios médicos. A doença acomete principalmente bebês e idosos e pode causar graves danos cerebrais. Hidro significa água e cefalia significa cabeça. Essa água está presente na cabeça de todas as pessoas e é conhecida como líquor cefalorraquidiano. A hidrocefalia ocorre quando há acúmulo do líquor produzido pelo cérebro dentro de suas cavidades.

O neurocirurgião pediátrico, Dr. Alexandre Canheu, esclarece a questão. “Conseguimos sim tratar a maioria absoluta das hidrocefalias, podemos curar, seja com sistema de derivação, tratamento endoscópico por vídeo, ou associação dos dois tratamentos, o que importa é que cada paciente precisa ser avaliado por uma equipe de neurocirurgiões com experiência”.

A doença pode ser dividida vários tipos, mas genericamente são três os mais comuns: congênita (mais comum em crianças), adquirida (pode ocorrer após infecções e doenças) e de pressão normal (acomete mais adultos). A dilatação da cabeça é a principal característica, os pacientes podem sofrer com comprometimento da visão, dores de cabeça, incontinência, perda da coordenação motora e dificuldade cognitiva.

Causas e tratamentos

Há basicamente duas causas, “temos a hidrocefalia obstrutiva e a comunicante, a primeira é quando existe obstrução em algum dos pontos de circulação do sistema ventricular, já a comunicante acontece após infecções, inflamações ou situação que dificulte a absorção do líquor, fazendo com que ele se acumule com uma pressão maior dentro do cérebro, mesmo circulando normalmente”, ressalta Canheu.

O tratamento varia de acordo com o tipo da doença. Nos casos de hidrocefalia comunicante, é possível recorrer às válvulas de derivação, que têm várias formas de funcionamento. O mais comum é a válvula de derivação fixa, que direciona o líquido acumulado no cérebro a outras partes do corpo, sendo que a cirurgia é de baixo risco. “Quando a gente implanta um sistema desses em uma criança que começa a crescer, não necessariamente precisamos agendar uma cirurgia para revisão, nós acompanhamos com consultas regulares”, explica o neurocirurgião pediátrico.

O tratamento de neuroendoscopia cerebral é adequado para a hidrocefalia obstrutiva, que é a endoscopia por vídeo. Dessa forma, é possível “navegar” dentro dos ventrículos. “O endoscópio entra através de um pequeno orifício de trepanação, introduzimos e descemos com o vídeo até a região do assoalho do terceiro ventrículo, fazemos uma fenestração, e esse líquido em exagero vai descer por essa via que criamos. Uma vez feito o procedimento, a chance de solução é muito grande”.

(Inove Comunicação)

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