Gripe na gravidez: prevenção é o melhor remédio

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Foto: Freepik

As mulheres grávidas fazem parte de uma das populações de risco para várias infecções respiratórias, principalmente as virais, sendo a clássica a Influenza e, mais recentemente, a Covid-19. A infecção pelo vírus da Influenza durante a gravidez pode trazer várias complicações, como quadros pulmonares graves, internação hospitalar, perda fetal etc. Isso porque, durante a gestação, ocorrem algumas alterações no sistema cardiocirculatório e respiratório, que predispõem as grávidas a ter um quadro respiratório mais grave.

Segundo o infectologista pediátrico Daniel Jarovsky, secretário do Departamento de Imunizações da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), o ideal é que as grávidas se vacinem contra a gripe o mais próximo possível do início da gestação, para que tenham anticorpos em níveis elevados e transmitem esses anticorpos para o feto durante a gestação e depois, pela amamentação.

“Sabemos que nem sempre é possível evitar a infecção, mesmo estando vacinada e, nesse caso, precisa ser feito o teste para identificar o vírus da Influenza”, relata o médico, explicando que na confirmação do vírus, a recomendação de tratamento é com o oseltamivir (Tamiflu), durante cinco dias, tanto durante a gestação como nas duas semanas seguintes que seguem o parto, que é também um período de susceptibilidade da puérpera.

Outras orientações incluem repouso, aumento da ingesta de líquidos, essencial em qualquer infecção, e evitar contato com outras pessoas para impedir a transmissão. “Os antitérmicos devem ser usados sempre que necessário, de acordo com as recomendações do médico, no caso o obstetra que acompanha essa gestante, uma vez que ela pode ter alguma restrição aos medicamentos usualmente utilizados, que são dipirona, ibuprofeno e paracetamol, além de manter uma alimentação saudável”, enfatiza Jarovsky.

Ele revela que a gripe costuma durar cerca de três a sete dias e, em geral, é caracterizada por febre, mialgia, dor de cabeça, mal-estar, tremores, calafrios e dor atrás dos olhos, que são os sintomas mais frequentes, evoluindo depois para tosse e dor de garganta (muito comum). “E nos casos mais graves, eventualmente, falta de ar, desconforto, dificuldade para respirar e queda da saturação”, afirma. O pediatra alerta, ainda, que o vírus da Influenza pode trazer risco para o bebê.

“A gripe não costuma trazer má formações ao feto, porém uma infecção viral por Influenza, principalmente no primeiro trimestre de gestação, em que o bebê está em fase crítica de formação, pode levar à perda da gestação”, esclarece, ressaltando que o foco na prevenção da gripe é muito importante. “Essa prevenção é feita com uma dieta saudável, rica em frutas, legumes, verduras, proteína e, fundamentalmente, vacinação, que é a forma mais segura e eficaz de prevenir a Influenza”, conclui. (Flávia Lo Bello – Vérité Comunicação – Assessoria de Imprensa SPSP)

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