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Família Diferenciada

Constantemente passamos por mudanças decorrentes de novos modelos de organização social, política, religiosa, educacional, ambiental, institucional…

Rita Mucio (*)

A família acaba sendo influenciada pelas mudanças decorrentes do ciclo de vida natural e por novas adaptações a partir da criação de novos contextos sócio-históricos que acarretam mudanças estruturais, jurídicas, afetivo-sexuais, relacionais e culturais.

A transformação do modelo de configuração familiar faz com que aumente de maneira proporcional a taxa de divórcio, separação e número de recasamentos. Varias pesquisas, realizadas em relação à família original com a reconstituída, observaram que são maiores os problemas de ajuste social e psicológico em filhos de famílias divorciadas. Nas famílias originais ocorre maior demonstração de afeto entre os membros da unidade familiar.

As famílias reconstruídas são cada vez mais comuns.

Através da construção de novas trajetórias, precedidas de desuniões, são cada vez mais comuns e ganham grande importância para análise individual quanto familiar.

A definição mais completa sobre essas famílias reconstituídas é a de um casal, que unidos judicialmente ou não, vive pelo menos com uma criança nascida de união anterior de (no mínimo) um dos cônjuges; mas pode haver famílias reconstituídas a partir da união de ambos os pais vindos com seus filhos.

O tempo é essencial para absorver a nova família.

Nem sempre a família reconstituída dispõe de tempo necessário para assimilar a nova configuração familiar e acaba diluindo a sua privacidade entre os novos cônjuges e o(s) fruto(s) de relações anteriores.

As grandes redes familiares exigem reconhecimento, aceitação e o desafio constante de convívio harmônico, sem colecionar arestas.

Para o êxito de uma família reconstituída tem que existir a construção de forte junção do casal e uma relação de reciprocidade com os novos membros e filhos. Os pais, inclusos nessa nova relação, devem desenvolver uma posição receptiva, de apoio irrestrito e afetivo sem, no entanto, adotar o papel de pai/mãe biológicos ou de disciplinadores.

Filhos podem ser receptivos à força do amor.

Os filhos, vindos com o casal que busca a reconstrução de novo lar, devem responder da mesma maneira, possível diante de exemplos fortes e continuados. A relação de companheirismo e fortalecimento da afinidade entre os membros dessa união estimulam o sucesso da empreitada social.

É fundamental que cada um conheça seu papel no grupo e todos puxem a corda da felicidade na mesma direção.

O papel do psicólogo, baseado na Terapia Familiar Sistêmica, prioriza focar como a família delimita as fronteiras de seus membros, como são desempenhados os papéis no contexto familiar, a fim de valorizar a comunicação e a compreensão mútua de um projeto de vida em que as diferenças são respeitadas em nome da convivência gostosa, sabor da felicidade.

(*) É Psicóloga Clínica, especialista em Terapia Sistêmica com Psicoterapia Individual, Casal e Família. CRP 06/124680. Terapeuta Holística, CRT 26694.

Atendimento Av. Bandeirantes, 167 Centro. Contato: 9.9112-4348 –

e-mail: ritamucio@yahoo.com.br

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