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(Editorial) Falta de foco: derrota!!!

Prefeito Marcelo, impelido pelo amplo e bem-vindo espírito democrático que deve nortear administradores de sucesso, em que pese preferência para irrigar área reservada às magoas de inimigos reais ou forjados, desceu do sexto andar do Paço "Rubens Cruz" (prefeito que tinha a humildade resultante de grandeza interior), a fim de dialogar com manifestantes. A seu favor, a mensagem central de que (negrito para justificar ponto de vista) "quem ama Araraquara não deixa faltar professores e merenda para nossas crianças". Tal assertiva, banhada pela mentira ainda intempestiva, saiu derrotada recentemente das urnas. A candidata Márcia Lia construiu um factóide que minou suas chances. Como pá de cal, após defender merenda melhor, com maior qualidade, o Governo Federal (essencialmente constituído pelo partido da ex-candidata Lia) coloca medalha no peito do prefeito araraquarense como administrador da melhor merenda do sudeste brasileiro. Quer mais? Por óbvio, não! Embora Márcia e seus amigos torçam o nariz à adjetivação de sua "denúncia" eleitoral.

O que os manifestantes poderiam sublinhar?

Merenda para "alimentar nossas crianças" é forte, mas, viciada como restou provada. Então, por que não evocar a poluição visual de Araraquara, projeto "Cidade Limpa" do Chediek que parou na gaveta do prefeito concunhado? Cidade suja, mato e buraco em profusão puniram contribuintes após a vitória inquestionável que permitiu segundo mandato. Além de outros temas menores, por que não repudiar o loteamento da administração municipal? Para não ficar só na esfera executiva, por que não rechaçar notícia (mentira que ofende inteligência meridiana de grande parte da população) de que a Câmara Municipal estaria acabando com 62 cargos em comissão, de livre nomeação, sic, "conhecidos como cargos de substituição". Ora, mexeram no banco de reservas e muita gente engoliu como se os vereadores estivessem subtraindo assessores reais. Esses, entendidos como cabos-eleitorais de luxo, em número de três são direcionados a cada representante do povo. Para quê? Antigamente os vereadores exerciam a função pública sem tais assessores que custam muito caro aos cofres públicos, por quê?

Bem, os problemas enunciados poderiam ser encaminhados aos vereadores para a solução, em nome do interesse maior do povo de onde emana o poder. Mas, como enviar aos nobres vereadores se dos 18 eleitos pelo menos 15 são da base do prefeito? Por isso, o movimento das ruas é essencial. Mas, com apelos verdadeiros.

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