"Em relação à matéria veiculada por este Jornal, na edição de 07 e 08 de junho de 2008, com a manchete "Zizo patina de novo… faz reunião secreta", referindo-se à reunião partidária realizada em minha residência na terça-feira (03), às 21h, com o grupo político a qual eu pertenço, gostaria de esclarecer alguns pontos que foram citados na referida matéria e que aparecem distorcidos e tendenciosos, ferindo assim os princípios éticos e democráticos da liberdade de imprensa.
1º) A reunião aconteceu mediante representantes dos oito partidos que integram a coligação partidária. Não foi uma reunião secreta porque todos os integrantes e presidentes destes partidos foram convidados para participarem, inclusive o prefeito Júnior que confirmou presença. Se alguns presidentes e líderes se abstiveram por razões políticas entendo perfeitamente. Embora não seja esta a conduta ideal de uma liderança – ignorar uma discussão democrática, mesmo assim, respeito tal postura;
2º) Na reunião estavam presentes: o vice-presidente do PSDB, o presidente do PTB (o vice-prefeito Luiz Antonio Noli), representantes do PV, do PT, do PT do B e do PRB, todos pré-canditados a vereança. Sabe-se que alguns partidos não irão dar o seu apoio, o que é perfeitamente legítimo. No entanto, mencionar, como este jornal o fez, de reunião secreta – mesmo sabendo que havia representantes até da imprensa regional – é uma afirmação, no mínimo, leviana para um veículo que se intitula democrático;
3º) Se a reunião fora realizada com atraso a culpa é pela indefinição do próprio prefeito, que foi contatado várias vezes para fazer a reunião. Ele, por sua vez, concordava, sabendo-se da urgência de realizá-la, marcamos para terça-feira (3). Ele concordou e confirmou presença. A pauta da reunião era, simplesmente, definir sua posição em apoiar ou não o grupo;
4º) Quando o Jornal menciona "verbas animadoras para realização de serviços à comunidade", o nobre jornal esquece da experiência das lideranças que nos apóiam, da minha experiência política e do nosso grupo político. Temos sim condições de buscar verbas e recursos para nossa cidade. Isto independe do partido de filiação. O importante é ter como foco o conhecimento das necessidades do povo e como convivo com o povo sei das suas necessidades.
5º) A afirmação "até quando vai ficar dando palavra a uma candidatura que não sai do lugar, fica patinando…" É cheia de premissas maldosas, principalmente porque o imbróglio até agora é gerado pela própria indefinição do prefeito Júnior. A eleição se decide nas urnas e numa campanha política tudo pode acontecer. Agora, o que mais se preza num político é sua palavra. Ele tem que ter ciência de sua postura depois de quatro anos.
6º) Sobre a tal consulta aleatória em véspera de campanha política é outro imbróglio da qual já sabia. Afirmo que nunca deixei de acreditar em pesquisa séria, feita por órgãos competentes, mesmo que essa pesquisa seja feita por uma empresa de Campinas, mas deveria ser registrada no órgão competente para não ser tendenciosa. Agora, não podemos concordar que a vontade da reeleição seja jogada em cima de uma pesquisa aleatória e tendenciosa. Apenas queremos uma definição séria, de homem;
7º) Quando o distinto jornal afirma "vamos entregar o comando da cidade ao Trentim sem usar o nosso melhor candidato" é, no mínimo, um desrespeito não só a minha pessoa, mas também aos outros demais pré-candidatos, mesmo que a citação seja de "indagações de pessoas dos quatro cantos da cidade", como se refere;
8º) Venho a público lançar a minha candidatura. Todo o grupo político e toda população de minha cidade sabiam de que eu seria um pré-candidato já há quatro anos. No entanto, afirmo que tenho plenas condições de administrar Santa Lúcia por toda minha experiência política e pelo conhecimento que tenho das necessidades do povo e das condições do meu município.
9º) A matéria veiculada neste Jornal entre os 07 e 08 de junho demonstra a falta de ética profissional e soa no sentido sensacionalista, uma vez que quando se publica uma determinada notícia acusatória, ou mesmo opinativa, um jornalismo sério deveria ouvir o outro lado sem antes publicar. Sendo assim, o objetivo deste Jornal é prejudicar a imagem alheia, que já foi arranhada diante da matéria sensacionalista, o que é lamentável, mas vou direcionar forças para lutar pelos interesses do povo, administrar para o povo e não ficar escrevendo sobre quem patina, decola ou se afoga. Esses são interesses de pessoas egoístas que querem confundir e tirar o direito de escolha do povo.
José Eduardo Longo
(Presidente do PPS)".