Dia Nacional do Parkinsoniano é tema do “Canal Direto com a Prefeitura”

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Foto: Pedro Junqueira - Maria Carolina Arbex participou do Canal Direto com a Prefeitura.
Drª Maria Carolina Arbex, médica do Centro de Referência do Idoso e da Uniara, esclareceu detalhes sobre o tema

Nesta quinta-feira, 4 de abril, é celebrado o Dia Nacional do Parkinsoniano, que é o portador da Doença de Parkinson. A data tem como objetivo difundir a conscientização e a promoção de debates sobre a doença. Para falar sobre o tema, o “Canal Direto com a Prefeitura”, programa produzido pela Secretaria Municipal de Comunicação, convidou, para sua edição desta quarta-feira (3), a médica geriatra do Centro de Referência do Idoso e médica assistente do Ambulatório de Memória e Geriatria da Uniara, Drª Maria Carolina Arbex.

Segundo a médica, o Parkinson pode ser classificado como uma doença neurológica dentro das doenças neurodegenerativas. “Isso significa que vai acontecer uma deterioração do mote celular, então é uma doença progressiva, com caráter irreversível e é caracterizada pela deterioração do sistema nervoso em algumas regiões específicas”, apontou.

Ela também mencionou os principais sintomas e a maneira de definir o diagnóstico. “Podemos classificar como uma doença de alteração da motricidade. O diagnóstico ainda é clínico, então ainda não temos um exame, seja um exame de sangue ou um exame de neuroimagem, que vai me dar o diagnóstico. Tem três fatores principais que fazem parte do diagnóstico. O primeiro é o tremor de repouso, que é o que mais chama a atenção nos pacientes. Outra questão é o que chamamos de bradicinesia, que é uma lentificação dos movimentos. Essa nós podemos notar na ação de realizar alguma coisa, com um movimento mais lento, e também na relação de mímica, com uma dificuldade de expressão, uma sensação de uma mímica empobrecida, além do paciente estar sempre com a sensação de apático, dificuldade de se alimentar e, ao caminhar, apresentar uma marcha mais lenta e arrastada. E outra coisa que chama a atenção para fechar o diagnóstico é a maior rigidez, pois é um paciente que começa a ter um pouco mais de contratura muscular, justamente pelas alterações neurológicas, então dá a sensação de que anda mais robotizado, os movimentos são mais difíceis. Tem pacientes que podem ter muita dor associada a essa questão da rigidez e dessa maior espasticidade. Então, ao longo do tempo vamos caminhando com essas três alterações” explicou.

Maria Carolina frisou que quando começa a manifestar a Doença de Parkinson, o tremor de repouso nem sempre está presente no início, pode vir depois. “O fato de não ter tremor não quer dizer que você não tenha Parkinson. Ao perceber os movimentos mais lentos e uma rigidez, é importante acender uma luz, buscar um profissional que possa fazer uma avaliação adequada e que possa te orientar”, acrescentou.

Ela falou sobre a idade que a doença pode começar a se manifestar. “O Parkinson começa a acometer adultos jovens na faixa dos 40 anos, quando pode começar os principais sintomas motores, e ele pega realmente o idoso, com uma prevalência um pouquinho maior após os 60 anos, mas não é uma doença que afeta muito os longevos. Começamos com os sintomas entre os 40, 50 e 60 anos, dentro dessa faixa. E não tem o tempo de evolução muito certo, ou seja, tem pacientes que ficam 15 anos com Parkinson, outros com 20 anos. Depende muito das características, com sintomas que avançam muito mais rápido e sintomas que avançam de forma mais lenta. De forma geral, quanto mais cedo iniciam os sintomas, vamos ter um Parkinson um pouco mais agressivo e o paciente vai talvez conviver com uma piora de sua qualidade de vida de forma mais importante do que alguém por volta dos seus 70 anos, por exemplo”, revelou.

A médica também apontou que hoje o tratamento é muito baseado nos sintomas, ou seja, se trata de um tratamento sintomático. “Tem a parte não farmacológica, que muitas vezes é esquecida. É muito importante o diagnóstico de forma precoce e a procura por uma avaliação. Isso vai facilitar os processos de reabilitação, com o trabalho de fisioterapia, terapia ocupacional e psicologia, porque não é um diagnóstico muito fácil de aceitar. É muito importante o trabalho desses profissionais, que formam uma equipe multidisciplinar de verdade. E tem o tratamento medicamentoso, que é assintomático e vai muito de encontro a repor uma substância que vai se degradando e se perdendo no Parkinson, que é a dopamina. Hoje, toda a linha de medicação está voltada a aumentar a quantidade de dopamina na região cerebral, que fica deficitária na Doença de Parkinson”, pontuou.

Ela falou também sobre o fato de todo o tratamento ser disponibilizado na rede pública. “A rede pública conta hoje com uma grande gama de possibilidades de medicações que vão visar tanto a questão de aumentar a produção de dopamina ou liberação ou que ela fique mais tempo agindo na região cerebral para que os pacientes possam ter uma melhor qualidade de vida. Assim, temos tratamento, podemos melhorar a qualidade de vida, então é importante que as pessoas procurem uma avaliação de forma precoce para que possamos auxiliar no que for preciso”, concluiu Maria Carolina.

 
Ao vivo

O “Canal Direto com a Prefeitura” vai ao ar de segunda a quinta-feira, às 12h30, ao vivo na página da Prefeitura no Instagram. A íntegra dos programas fica disponível para visualização no próprio Instagram, no Facebook e em outras plataformas digitais, incluindo o formato de podcasts.

 

SECRETARIA MUNICIPAL DE COMUNICAÇÃO
PREFEITURA DE ARARAQUARA

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