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Depois das urnas, o dever de governar

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves (*)

Lula venceu o segundo turno com 51,78% dos votos válidos, contra 48,22% de Flávio Bolsonaro, conquistando sua quarta eleição para a Presidência. Flávio, que liderou o primeiro turno, anunciou que pedirá a anulação do pleito por discordar da prorrogação do horário de votação.

A decisão do ministro Cristiano Zanin estendeu o prazo até as 19h nas seções ainda abertas, diante de dificuldades no transporte de eleitores. A campanha de Flávio também havia solicitado ampliação do horário em determinadas localidades. A controvérsia deve receber esclarecimentos e ser examinada pelas instituições competentes, com fundamentos e provas.

O direito de questionar não dispensa responsabilidade. A sociedade precisa de transparência e segurança jurídica para que a disputa eleitoral não se transforme em conflito permanente.

Não cabe censurar o povo por sua escolha. O voto é livre, e o mandato impõe ao vencedor o dever de governar para todos, inclusive para aqueles que preferiram seu adversário.

Após uma campanha marcada por ataques e discussões sobre o passado, o Brasil precisa de respostas para o presente. Equilíbrio das contas públicas, controle da inflação, Saúde, Educação, Segurança e geração de empregos devem ocupar o centro da agenda. Promessas precisam virar medidas concretas e resultados verificáveis.

A oposição tem papel indispensável. Deve ser forte, determinada e vigilante para fiscalizar o governo, denunciar irregularidades e apresentar alternativas. Também precisa ter responsabilidade para apoiar iniciativas que beneficiem a população.

Parlamentares e governadores devem cumprir seus compromissos. Os Três Poderes precisam respeitar suas competências constitucionais e exercer suas funções com independência, equilíbrio e harmonia.

As urnas encerraram uma etapa. Agora, governo e oposição devem cumprir seus deveres democráticos e contribuir para o desenvolvimento social, humano e econômico do País. Os problemas permanecem e exigem soluções. A hora é agora.

(*) É dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo)

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