Texto: Dorival Garcia Santiago
Vivemos um clima de mudanças, na área política. Novos nomes surgem, com novas promessas, novos discursos, ou até os mesmos discursos e promessas que são próprios para a época!
Enquanto alguns enaltecem suas qualidades, já comprovadas por eleições passadas, outros conclamam por mudanças para evitar os mesmíssimos acontecimentos e coisas. Não há dúvida de que, em qualquer agremiação ou organização, sempre haverá dirigentes mais-ou-menos bons e os mais-ou-menos ruins, porque dependendo do lado em que estivermos, se somos beneficiados ou prejudicados pelas ações dos legisladores municipais, quer dos vereadores, quer do prefeito, haverá influência em nossa avaliação.
Araraquara viveu na era Lupo, o slogam "Araraquara: a cidade mais limpa das três Américas", e, entretanto ouvi muito comentário negativo sobre essa administração. Uns diziam sobre as altas taxas de impostos cobradas devidas as obras de infra-estruturas, que toda administração detesta, por "não render votos". Outros mencionavam que Araraquara estava estagnada, devido interesse pessoal em evitar concorrências com a empresa de mesmo nome.
Eleição significa escolha, preferência, o ato de eleger alguém a ser designado a cumprir determinada prática, ação, função, enfim neste caso, eleger alguém para estar investido do poder executivo na municipalidade e membros para compor a Câmara Municipal.
Cada um dos candidatos que se propõem a ser eleito procura o apoio dos eleitores de muitas maneiras: uns com propostas de governo descabidas, outros com propostas até coerentes, outros com propostas exeqüíveis porém de custos elevados. Há aquele que tem a alcunha de empreendedor, outro moderado, e outro até apático. Enfim, toda procura demonstra suas aptidões, como: Poder, Autoridade, Liderança, Influência…
Nós, os eleitores, precisamos votar, pois somos obrigados e devemos votar em alguém cujo nome está na lista de candidato. E para ser candidato não é fácil! Só quem está participando sabe das dificuldades impostas pelo sistema.
É necessário ter certas qualidades, exigidas pelo partido, que nem sempre o eleitor aprova. Porém tem que votar, pois cada voto nulo representa uma chance a mais para o candidato oportunista.
Alguém já mencionou que o eleitor tem um minuto para votar e quatro anos para arrepender-se!
Para amenizar essa problemática toda, podemos adotar alguns instrumentos, entre eles o de avaliação. Sim, avaliar os candidatos procurando detectar seus pontos positivos ou negativos.
Avalie se seu possível candidato tem Poder, ou seja, a faculdade de Forçar, ou coagir alguém para fazer valer a sua vontade.
Analise se ele tem Autoridade, que é a faculdade de levar as pessoas a fazerem, de Boa Vontade, o que almeja por causa de sua influência pessoal.
Será ele um Líder, com habilidade de influenciar pessoas para trabalharem entusiasticamente visando atingir aos objetivos identificados como sendo para o bem comum.
Observe se seu possível candidato é participativo, pertence a algum grupo filantrópico, agremiação assistencial, enfim se ele é acessível ao povo
Após essas análises é possível ter uma visão bastante positiva que irá nos auxiliar para eliminar aqueles oportunistas e direcionar para aqueles que realmente têm propósitos administrativos e visam o bem comum de nossa querida Araraquara. (dorival.garcia@ig.com.br)