Canal Direto com a Prefeitura debate assédio no trabalho

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Foto: Divulgação

Presidente da Comissão Municipal de Combate ao Assédio e Discriminação dá detalhes sobre a questão

A presidente da Comissão Municipal de Combate ao Assédio e Discriminação, Suely Scodeler, explicou nesta quarta-feira (13), durante entrevista ao Canal Direto com a Prefeitura – programa realizado pela Secretaria Municipal de Comunicação -, como são debatidos e encaminhados casos de assédio envolvendo servidores municipais. 

Num ambiente de trabalho, segundo Suely, existem várias situações que podem ser configuradas como assédio moral, intelectual ou sexual. São os casos que se tornam mais constantes, como palavras ofensivas e depreciativas, ou quando o chefe deixa a pessoa sem ocupação no seu local de trabalho.

O assédio também pode ser configurado em casos de discriminação racial, por gênero ou opção sexual, o que causa impactos profundos nos atingidos, como a perda da autoestima e quadros depressivos, ainda de acordo com Scodeler.

“A pessoa se acha a pior do mundo e se não tiver uma rede de apoio pode agravar a depressão, com perda de produtividade no trabalho e, num quadro mais extremo, cometer suicídio”, afirma Sueli.

Ainda de acordo com a presidente da Comissão, hoje a sociedade não aceita mais este tipo de situação e, por isso, existem os mecanismos de combate a qualquer tipo de assédio.

Na Prefeitura, é possível denunciar os casos de forma confidencial. A pessoa que se sentir atingida pode entrar no sistema “1doc” e protocolar a denúncia, preenchendo um formulário e anexar, se preferir, um documento com mais provas sobre o caso.

Entretanto, Sueli faz um alerta: é preciso discernir e saber que nem tudo é considerado assédio. Por exemplo, uma ordem para a execução de um serviço feita pelo chefe do setor de forma não contínua não pode ser configurada, necessariamente, como assédio.

A Comissão Municipal de Combate ao Assédio e Discriminação que analisa as denúncias é constituída por servidores municipais – uma parte eleita diretamente, outra indicada pelo governo.

Os casos são analisados por integrantes da Comissão, ouvindo os dois lados, o denunciante e o denunciado. Posteriormente, é feito um relatório e enviado à presidência da Comissão e uma reunião na sequência, envolvendo toda a Comissão, analisa o caso. Uma vez configurado o assédio, o processo é encaminhado ao setor jurídico da Prefeitura para as medidas legais.

SECRETARIA MUNICIPAL DE COMUNICAÇÃO
PREFEITURA DE ARARAQUARA

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