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Aos políticos que desonram o Parlamento

Júlio César Cardoso (*)

O parlamentar brasileiro não deveria tratar com molecagem o mandato político. O povo, principal agente da democracia, merece respeito. O eleitor precisa rejeitar nas urnas os políticos que trocam de partidos, buscam reeleição, disputam outros cargos ou não cumprem integralmente seus mandatos.

A política não pode ser concebida como cabide de emprego, instrumento de benefício pessoal ou negócio para vantagens privadas. Deve ser exercício transitório de prestação de serviços à nação. Encerrado o mandato, o retorno à profissão de origem seria o caminho correto dos parlamentares honrados, oxigenando a vida pública e fortalecendo a democracia.

Mandato não é carreira ou profissão, mas serviço cívico. Aos que se julgam imprescindíveis: no cemitério repousa uma legião de ex-políticos esquecidos, cuja ausência jamais fez falta ao país.

Temos consciência de que tais observações pouco importam às caricatas excelências, que riem dos eleitores. Mas o dia 4 de outubro de 2026 será a oportunidade para que a sociedade varra nas urnas os nomes dos políticos indecorosos que desonram o Parlamento.

(*) É Servidor federal aposentado

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