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(Editorial) Rastilho de PÓLVORA

Na década 60-70, as autoridades da saúde anunciavam que o vírus da Aids não chegaria ao Brasil. Ledo engano, em que pese entender a preocupação de se evitar pânico e causar insegurança numa corrida desenfreada em busca de suporte médico. Sabemos a continuidade dessa história que enlutou muitas famílias, estimulou uso de preservativo e descoberta de medicamentos para enfrentar o ataque viral.

Hoje, em nosso país, a história se repete com autoridades minimizando a situação talvez com receio de eventuais críticas ao jeito de atuar na administração pública. Mas, a situação parece grave com tendência a se avolumar. Tanto que a OMS (Organização Mundial de Saúde) considera o Estado de São Paulo, em sua totalidade, área de risco da febre amarela recomendando vacinação de pessoa de fora do Estado quando tiver como destino qualquer município paulista.

O Ministério da Saúde vê nessa orientação "excesso de zelo". No entanto, a medida é defensável enquanto a doença está nas matas (febre silvestre), pois, em se tornando "urbana" com participação de aedes aegypti, as proporções serão gigantescas e podem dizimar milhares de pessoas, como em 1942. Infelizmente não foi totalmente erradicada.

Na região de Araraquara seria pertinente que protocolo médico fosse reafirmado para evitar perda de tempo. No momento, uma campanha do SESA seria bem-vinda com a imprensa alimentada por notas e entrevistas de utilidade pública. Tranca na porta depois do assalto de nada adianta.

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