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(Editorial) Marca da violência

A imprensa noticiou que a casa do secretário Porsani foi invadida, a família sofreu humilhação. Todos sentiram um gosto amargo pela ação dos bandidos. O espírito de cidadania foi danificado e eles, como milhares de outros brasileiros, em que pese o pagamento de impostos elevados, sentem os efeitos dessa pressão intempestiva, danosa e profundamente desleal. Ainda agora, após vários dias, o coração das vítimas está apertado e algumas indagações teimam em desfilar pelo cérebro que registrou o ato estressante. Como de costume, o pé no acelerador para produzir, mas, apenas um minuto é suficiente para ser mais uma vítima da violência descabida.

Vamos refletir: por que lutamos tanto, até quando vamos aguentar essa vergonhosa falta de segurança? A invasão de uma casa, mesmo sem ferimentos graves, não pode ser aceita numa sociedade minimamente organizada e que elege governantes que usam, com discutível bom-senso, um volume tão gigantesco de dinheiro arrecadado direta ou indiretamente. Só falta pagar imposto pelo oxigênio que abunda na natureza…

Uma vida tranquila, segura e sem agressão seria o mínimo que essas autoridades deveriam oferecer, de ofício para cumprir sua missão.

Como a nossa autoestima se arrasta pelo chão, um desejo coletivo: que Deus tenha piedade e zele por todos nós, além de germinar a semente da responsabilidade em nossos governantes que infelizmente s.m.j. só pensam em se eternizar nas altas e honrosas investiduras.

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