Paula Cesarino Costa, na página A2 opinião (3/10). "Há algo errado quando professores invadem plenário, xingam e agridem vereadores; Há algo absurdamente errado quando policiais atacam professores; Está quase tudo errado na ação desses atores que fazem a história de um país sem educação". Mas, em meio à violência na hora da reivindicação, existem reflexões para todos: o salário do professor é pequeno, não dá para reciclar saberes e métodos de ensino e acaba enfrentando algazarra nas classes onde a tecnologia de ponta chama muito mais a atenção dos alunos do que aulas repetidas ano após ano. Sem muita criatividade, talvez pela escassez de tempo, tendo que se desdobrar em vários estabelecimentos para um salário robusto, perdura a falha que enseja problemas até de relacionamento que, convenhamos, é um absurdo.
Começando pelo fim: por que os mestres, para amenizar a falta de participação e conversas paralelas, não colocam os aparelhos modernos e estimulantes para o cenário de sua aula? Pesquisa-se um texto e debate-se na classe; por que não dar uma pincelada lúdica e dividir a classe em dois times. Vale ponto, sim. Os vencedores recebem ponto na nota bimestral, por exemplo. Enfim, não reclame do barulho, da falta de comprometimento… falha, desculpe, é daquele professor que se acha o máximo só porque domina certos saberes que, hoje, encontram na internet a fonte mais gostosa para atender a curiosidade natural desses jovens.
Vamos ficar com esse detalhe para não cansar especialmente os professores que andam meio estressados, com alunos bem informados. Não reclamem da falta de atenção, melhorem a sua aula e, quanto ao salário, reivindiquem pelos canais competentes. Mas, por favor, gostem mais de ensinar, transmitir conhecimento e, com ele, valores humanos que sejam a coluna vertebral dos novos cidadãos brasileiros. A Pátria, a família amplificada, penhoradamente agradece.