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O cancro cítrico

Levantamento amostral aponta que o índice

de contaminação da doença continua baixo

A incidência de cancro cítrico nos pomares comerciais do parque citrícola de São Paulo está sob controle. Segundo o levantamento amostral divulgado pelo Fundecitrus (Fundo de Defesa da Citricultura) no mês de agosto, a doença atingiu um índice de 0,17% do total de 96.201 talhões existentes no Estado, o que representa 163 talhões com pelo menos uma planta contaminada.

Foram vistoriados 8.566 talhões em diferentes regiões de São Paulo. O índice superior ao do ano passado (0,10%) se deve ao aparecimento de focos em regiões onde não havia sido diagnosticada incidência.

Para o professor José Carlos Barbosa, do Departamento de Estatística da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Unesp de Jaboticabal, essa flutuação entre 0,10% e 0,20% é característica da doença. "Não há uma diferença expressiva da incidência se comparada com a do ano passado. O importante agora é controlar os focos em regiões onde antes não havia cancro cítrico e que hoje apresentam índices baixos", afirma.

Se comparado com o do ano passado, o levantamento aponta novos focos da doença em três regiões do Estado de São Paulo. Na região norte, nos talhões inspecionados, havia foco em apenas um. Na região oeste, foram encontrados seis novos talhões contaminados, e na central, mais dois.

O gerente técnico do Fundecitrus, Cícero Massari, diz que o os seis novos casos da região oeste foram encontrados nos municípios de Espírito Santo do Turvo (3 talhões) e Santa Cruz do Rio Pardo (3), localizados muito próximo da região sul.

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