A Polícia Federal monitorou 54 mil horas de ligações, conseguindo da Justiça permissão para grampear "pelo menos 51 linhas" conforme a FSP (7/8/08).
Quase um ano de escuta, com autorização judicial, e o mais arrepiante é que os diálogos são acompanhados em tempo real. Na mesma reportagem a explicação: "isso é possível porque, ao receber a ordem judicial, as operadoras replicam as conversas para um número indicado pela polícia. As transcrições são usadas nos relatórios de inteligência enviados à Justiça para pedir o cancelamento ou a prorrogação de um grampo, além de novas interceptações. Quase sempre vêm acompanhadas de áudios originais".
Em Araraquara tem Polícia Federal? Tem. E Polícia Civil e Militar? Também têm. Mas, o pessoal daqui usa desse instrumento para monitorar eventuais praticantes de ilícitos penais? Podemos informar que é quase certo que uma ou todas têm a possibilidade de acompanhar conversas, em tempo real, eis que há alguns meses a prefeitura teria adquirido equipamento para esse fim e teria doado para as aludidas instituições.
A nossa fonte é segura, resguardada pela Constituição Federal. A mesma Carta que garante sigilo e demais direitos individuais, como o de ir e vir, com segurança. O lamentável (para os cidadãos-contribuintes que, por ano, trabalham 150 dias para o Governo, pagando impostos diretos e indiretos), o lamentável é que os marginais não assinaram a Carta Magna.