O político, bem preparado, está com o coração sem mágoa e deseja sucesso ao Jr. da Farmácia “porque Santa Lúcia é nossa e todos a amamos”.
01) Primeiramente, por que você perdeu?
Trentim- Acho que foi a sede de mudança que atingiu toda a nossa região. O povo realmente queria mudar os governantes. Esse povo hoje está muito sofrido. Na sua casa, com os problemas do desemprego… o povo confunde muito o que é de responsabilidade do governo estadual e federal, com o que é de responsabilidade do governo municipal, com o prefeito. A população acha que o prefeito – o governante mais direto, mais perto dele – é o responsável pelo problema dele. A dor-de-cabeça do eleitor-trabalhador, ainda por cima desempregado, estaria direcionada com o prefeito. Acho que realmente perdi a eleição por causa disso: é a sede de mudar.
02) O Trentim está com alguma mágoa?
Não tenho mágoa nenhuma, pelo contrário. Quero agradecer a população pelos 1.930 votos que eu tive. Acho que foram votos conscientes do trabalho que nós fizemos pela nossa cidade. Agradeço a população por todos os votos que eu tive até hoje, de todo o prestígio que me deu até o momento. Não saio com nenhuma mágoa, só desejo que o próximo prefeito faça uma excelente administração. Porque a gente gosta da nossa cidade, eu amo Santa Lúcia. Por isso, eu torço para que o novo prefeito faça uma boa administração. Que a nossa cidade cresça e povo seja mais feliz.
03) Como está o cofre da prefeitura, vai ficar devendo?
Nós assumimos a prefeitura com R$ 620 mil reais, há quatro anos atrás. Se for corrigido hoje é um valor bem alto. Nós conseguimos pagar quase tudo, restam apenas R$ 21 mil reais.
A gente, hoje, deve cerca de uma arrecadação mensal, que é perfeitamente administrada. A prefeitura arrecada R$ 500 mil reais por mês e tem uma dívida de R$ 500 mil reais. Nós pretendemos, até o dia 31 de dezembro, reduzir pela metade. Eu pretendo entregar para o próximo prefeito, bem menos dívida do que eu recebi. Eu tive superávit nos três primeiros anos, de 2001 a 2003, e pretendo ter superávit no ano de 2004.
04) E a lei de responsabilidade fiscal, como é que você está diante dela?
A Lei de Responsabilidade Fiscal foi cumprida em sua totalidade nestes três anos anteriores. Pretendo este ano, ao terminar a minha administração, cumprindo em toda a sua extensão e profundidade essa pertinente lei de responsabilidade.
05) E o seu futuro político?
Está indefinido ainda, eu vou repensar. Eu vou fazer um exame de consciência, mas, no momento eu não tenho uma definição.