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Tempo de aflorar diferenças

Todos os temas, diante da reflexão natalina, se apequenam e tornam-se praticamente insignificantes. Assim, resta lembrar que a vida é brevíssima, passa tão rapidamente que um fato relevante de nossa vida, há 20 ou 30 anos, parece que foi ontem.

É o ritmo acelerado da atualidade, contrastando com o cadenciamento de outrora quando os homens tinham tempo de sentar-se à beira do caminho para conversar, trocar idéias, interagirem e, por conta disso, se respeitavam e sabiam que seu direito terminava onde começava o do outro. Nessa esteira, a vida tinha um valor enorme.

Hoje, nessa velocidade louca, a vida e seus valores intrínsecos não são respeitados. Até pelo atropelamento da violência que, multiforme no dia-a-dia, passa por cima das relações humanas como um trator.

O globo é como aquela vila onde nascemos, crescemos: todos se informam, em tempo real, sobre os grandes eventos. Notadamente, brigas, entreveros, guerras…

O desejo por coisas, aumentou. As pessoas seduzidas adquirem, correm em busca do ter. E os que não conseguem ter, na maioria, se tortura numa frustração de dar pena que, via-de-regra, desagua no estresse para realimentar o distanciamento dos humanos.

É Natal, de novo. As diferenças se notabilizam e, pela rapidez dos fatos, percebemos que os natais se avolumam e, celeremente, se apresentam para indicar que a hora da nossa transformação (lenitivo para quem acredita), está muito próxima.

Seja esse ou qualquer outro motivo, esse Natal tem a incumbência maior de anunciar que devemos ser, urgentemente. Ser mais…muito mais receptivos, ouvir os que caminham conosco. Ser fraternos, da maneira que aprendemos e que não precisa ser definida. Ser, eis a questão. Pois o tempo urge…

Com essa verdade que brilha em nosso coração, a certeza de valorizar o pôr-do-sol, a amizade sem adjetivo, alavancando projetos que ajudem a qualidade de vida. Dar as mãos aos que lutam para que o fermento do bem levede a massa pesada por pequenas e egoísticas metas.

Vamos dar as mãos, de verdade? Do jeito que sabemos para que o mundo fique bem melhor. Agindo assim, poderemos nos considerar parte integrante da festa natalina quando, efetivamente, Jesus nasce em nossas atitudes.

Caso contrário… esse será apenas mais um natal que chega rapidinho para uma troca de presente, cartão de boas festas, ações sociais e aquele aperto de mão obrigatório para, em seguida, ser lavado com o álcool que mata eventuais bactérias.

Com a espiritualização ou vivência materialista, de qualquer jeito, é certo que a morte se aproxima com as passadas fortes e cadenciadas de um maratonista. Ela vai nos alcançar e diante dela, o inexorável susto: e agora?

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