Fabiana Futema
A Telefônica anunciou nesta quarta-feira, 14, o início de uma segunda etapa do plano de expansão dos serviços de telefonia fixa. Nesta fase, a companhia pretende ampliar sua base de clientes, oferecendo novos produtos para a população de menor renda.
Para esses clientes, a Telefônica está oferecendo desde ontem dois novos tipos de telefone fixo pré-pago.
A grande vantagem das novas linhas em relação ao telefone tradicional é o custo da assinatura mensal. O custo de assinatura das linhas pré-pagas varia de R$ 11,15 (no plano chamado “super economia”) a R$ 22,30 (no plano “economia”) por mês. Na linha telefônica tradicional, o assinante residencial paga uma assinatura mensal de R$ 31,14.
A Telefônica –que possui 14 milhões de linhas, sendo 12 milhões em serviço– perdeu 160 mil assinantes em 2003. Só neste ano, outras 70 mil linhas saíram de serviço.
“Queremos voltar a crescer e expandir nossa base de clientes. Acreditamos que esse crescimento se dará por meio das classes de menor poder aquisitivo, que ainda não têm um telefone fixo”, disse o diretor-geral da Telefônica SP, Manoel Amorim.
A meta da Telefônica é ampliar em 1 milhão de clientes a sua base de assinantes. Dessa meta, a empresa espera ganhar 200 mil assinantes no prazo de três meses.
Vantagens e desvantagens
Na assinatura do plano “economia” já está embutido uma franquia de 100 pulsos para chamadas locais. Para fazer ligações mais caras –para celulares e chamadas interurbanas ou internacionais–, será preciso comprar um cartão pré-pago e carregar o telefone.
Já o assinante da linha “super economia” só poderá receber ligações. Para fazer ligações para celulares ou chamadas locais, o assinante também terá de comprar cartões com créditos.
Nos dois casos, independentemente de comprar o cartão para carregar a linha, o assinante poderá fazer chamadas a cobrar.
A desvantagem é que a ligação do telefone fixo pré-pago para um celular, por exemplo, será mais cara que uma chamada feita de um telefone fixo tradicional.
Exemplo disso é uma chamada local do fixo para um celular, que hoje custa cerca de R$ 0,45 o minuto. Nas linhas econômicas, a mesma ligação custará R$ 0,70.
“Essa diferença de preço é normal. Todo pré-pago custa mais. Existem diferenças de custos, como o da distribuição de cartões, que precisam ser compensados no custo da chamada”, disse Amorim.
Recado
Além das linhas pré-pagas, a Telefônica também lançou um serviço de recados. É o número recado, que está sendo testado por enquanto apenas em Santos, no litoral de São Paulo. Nessa fase inicial, o serviço será oferecido gratuitamente até dezembro. Depois, será cobrada uma taxa de R$ 5,20 por mês pelo serviço de recado.
“As linhas da economia são voltadas para um público que precisa de um telefone fixo, mas quer controlar os gastos com chamadas para celulares ou interurbanos. No caso do número recado, o assinante não precisa nem ter telefone. Ele só terá um número para receber os recados”, disse Amorim.