Sinais de Alarme

Padre Fernando Fraga

E a família como vai? Você já deve te ouvido essa pergunta e talvez tenha dado aquela resposta automática, tudo bem! Sem compromisso com a verdade. No entanto gostaríamos que refletisse um pouco antes de responder. Fazendo uma avaliação superficial é possível ter a impressão que está tudo bem, pois é mais fácil admitir isso do que constatar ao contrário e ter que tomar providências sérias. Como a base de sustentação do lar é o casal, vamos voltar sobre ele a nossa atenção por alguns instantes. A rotina diária muitas vezes nos arrasta tão depressa que nem nos damos conta de que algo não esta bem, e vamos deixando para pensar nisso depois, e o depois nunca chega. Infelizmente, muitos casais só se dão conta disso quando um dos dois pede o divórcio, ou simplesmente abandona a família. Para aqueles que desejam sinceramente levar adiante o bendito compromisso do casamento, há alguns sinais de alarme que podem informar a situação de dificuldade antes que a união conjugal se desfaça. Silêncios injustificáveis quando os esposos estão juntos, tédio inexplicável ante a presença do companheiro ou da companheira, irá disfarçar quando o marido ou a esposa emitirem uma opinião. Saturação dos temas habituais tratados em casa e fuga para leituras intermináveis de jornais ou inacabáveis novelas de televisão. Irritação gratuita sempre que se aproxima do lar, desinteresse pelos problemas do outro, falta de intercâmbio de opiniões, de diálogo constante, atritos repetidos que desencadeiam discussões irritadas capazes de provocarem agressões desta ou daquela maneira. Esses e outros tantos sinais de alarme indicam que a relação está enferma e precisa de socorro urgente, portanto antes que as dificuldades abram abismos intransponíveis e os espinhos da incompreensão produzam feridas de difícil cicatrização, é justo assumir atitudes nobres e tomar providências para sanar os males, assumir a honestidade que manda abrir o coração um para o outro e permite corrigir as deficiências e reorganizar o campo da afeição. É natural que surjam desacertos, mas ao invés de indiferença ou da separação, busquemos o reajustamento. Não permitir que o cansaço, a acomodação e a apatia venham acabar destruindo laços de afeto, necessários à manutenção do lar. Um pouco de compreensão, tolerância, renúncia e amizades são antídotos eficazes para o matrimônio enfermo. É importante considerar que a pessoa que escolhemos para formar conosco um lar é alguém que precisa de nossa ajuda, do nosso ombro amigo, do nosso mais puro afeto. É preciso tantas vezes deixar o egoísmo de lado, o orgulho, o tolo ciúme e pensar na felicidade real da família para que possamos sentir que de fato a nossa família vai bem. Para que o casamento dê certo não é preciso que o esposo ou a esposa olhem em demasia um para o outro a fim de perceber e apontar defeitos e dificuldades, mas é necessário que ambos olhem na mesma direção e mantenham acesa a chama do mesmo ideal. Ideal de construir um mundo melhor a partir da própria família.

Boa semana a todos. + Fernando Fraga.

Reflexão da Semana

Quem ama de verdade não tem ciúmes, não desconfia, mas zela com todo cuidado. (Fernando Fraga)

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