Rescaldo da greve

A greve dos funcionários municipais de Araraquara – que sempre prejudica trabalhadores indefesos e que têm de enfrentar o dia-a-dia com mais sacrifício – terminou na segunda-feira (2) depois de 14 dias de paralisação.

A categoria, sem uma direção profissional e preparada para analisar a conjuntura, foi jogada numa lagoa cheia de jacaré. Depois do desgaste natural, que poderia ter sido evitado pela diretoria do Sismar, ficou assentado que o prefeito Edinho Silva garante (o que havia oferecido durante as negociações, antes da paralisação precipitada) abono salarial de 40 reais enquanto se aguarda o novo plano de cargo e salário e 20 reais no tíquete-alimentação, passando a 120 por mês.

Segundo sindicato da categoria, cerca de 800 companheiros aderiram à greve. Para a prefeitura, o número chegou a 600 dos atuais 3.800 servidores.

Sonho

O Sismar acenou com a bandeira de 22% de reajuste nos salários e 50% no tíquete-alimentação.

O presidente do Sismar, Osvaldo Martins dos Santos, demorou 14 dias para concluir que a greve desencadeia um desgaste natural e prejudica a população. A sua frase lapidar consta de notícia inserida à folha C3, de 2 de junho, na Folha de São Paulo.

Incoerência

Na mesma nota, o presidente do Sismar anuncia que “foi montada uma comissão para acompanhar as finanças da prefeitura e, quando a entidade julgar que a situação melhorou, a greve pode recomeçar”.

“Espera-se que o presidente Osvaldo Santos, líder da classe que ganha para defender o interesse da categoria, quando entender que as finanças melhoraram volte a negociar e deixe a greve, arma legítima do trabalhador, para o último recurso, após se esgotar todo o esforço numa negociação ampla e irrestrita com o prefeito Edinho. E com a intermediação indispensável dos vereadores”, afirma analista do JA.

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