Rádio-pirata, a salvação da lavoura!

A Folha de São Paulo (10), fala sobre as emissoras de AM e FM “onde as mais espertas aderiram à filosofia do se ficar o bicho pega”.

Adianta que elas estão preocupadas com a crise publicitária e se preparam para a entrada do capital estrangeiro. “Elas vão transformar a concorrência numa espécie de luta armada”, diz a articulista.

No mesmo espaço é registrado o congresso mineiro de radiodifusão onde “o eterno problema das rádios piratas estará em debate”.

Cotejando o texto preambular com o título do editorial, você pode encontrar uma incoerência que, rapidamente, procuraremos desfazer.

Pela ótica dos radiodifusores, rádio-pirata ou rádio-comunitária são a mesma coisa. Não passaram pelos editais formulados pela Secretaria de Comunicação do Governo Federal e nem tiveram que prestar conta ao saudoso e capacitado Prof. Lourenço Chehab, na hora de desenvolver o projeto técnico. Essa rádio “pirata” é vista como entrave à empresa que foi conseguida com muito trabalho e idealismo. Claro que, originalmente, com certa dose política mas, isso é outro departamento.

A situação de Araraquara explicita bem o grupo que consegue uma emissora, diretamente do governo federal ou procura adquiri-la mediante certa quantia.

O Grupo Roberto Montoro de Comunicações comprou a Rádio Voz da Araraquarense do Awad Barcha (que havia adquirido da família Barbieri), denominando-a Rádio Morada do Sol- AM e FM. Mas, o sonho era a velha e histórica PRD-4. Recentemente, Ricardo Lupo como preposto dos acionistas e beneficiado com herança deixada pelos pais, vendeu a Rádio Cultura ao deputado Marcelo Barbieri que possibilitou o negócio. O rádio passou a ser gerado à sombra de um grupo apenas. O leitor dirá que tem a Band e a Aracoara (Jovem Pan). Esta, adquirida pelo grupo EPTV (que estaria propenso a vendê-la) foi construída pelo Prof. José Alfredo do Amaral Gurgel. A Band pertence à rede e, assim, pode-se concluir que os respeitáveis Montoro fazem concorrência às suas próprias emissoras. Em termos de AM o grupo é monopolista e, em de FM tem 50% da capacidade geradora. É muito e, por isso, bem-vinda rádio-comunitária, segmentada e feita por pessoas diferentes. Serve para oxigenar as ondas, mas, infelizmente, dotada de uma pequena potência.

A radiodifusão, sem dúvida, precisa ser transformada.

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