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Quem leva vantagem

José Renato Nalini (*)

Duas superpotências disputam a liderança mundial. Estados Unidos e China. Só que, aos poucos, esta supera e bastante, aquilo que nós convencionamos chamar de progresso.

Os Estados Unidos alardearam sempre constituir o padrão de democracia ocidental. A terra das oportunidades, a liberdade plena, a exaltação de qualidades de iniciativa, criatividade, empreendedorismo.

A China parecia aos ocidentais uma potência autocrática, sem liberdade para o seu bilhão e meio de habitantes. Ainda com nichos de miséria e pobreza, muito atraso e contenção da densidade demográfica.

Eis senão quando as coisas parecem se inverter. Os Estados Unidos passam a desrespeitar acordos, exercitar a xenofobia estatal, a quebrar alianças, a se mostrar autoritário e antidemocrático.

Isso é porque a elite americana é composta, majoritariamente, por advogados. A advocacia empresarial se destaca pela obstrução, pelo impedimento a que inovações sejam adotadas. Uma judicialização que é doentia, sintoma da patologia contemporânea.

Já a China investe na formação de engenheiros que se destacam na construção de uma nova realidade. Quem vai à China volta entusiasmado com a limpeza, com o valor conferido ao verde, com a polidez e alegria de seus habitantes, todos fazendo alguma coisa para melhorar a vida comum.

Uma política de prisão de crianças, de invasão de territórios sujeitos a outra soberania, de ameaças e de retrocesso em tudo o que é mais importante em nossos dias, como as mudanças climáticas, se contrapõe ao regime chinês que preserva milhares de anos de uma filosofia consolidada. A China era grande e respeitada potência até o século XVII. Nossa indigência histórica só contemplou o ocidente e, por isso, estranhamos quando a China dispara e se torna país vencedor em ciência, tecnologia, preservação ambiental e edificação de uma nova era de consciência sustentável.

Honestamente: a vantagem está com quem? O mundo precisa mais de qual dessas culturas? E você, de que lado está? Qual a sua solução para os graves problemas da Terra?

(*) É Reitor da UNIREGISTRAL, docente da Pós-graduação da UNINOVE e Secretário-Executivo das Mudanças Climáticas de São Paulo.

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