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Professores, esses heróis anônimos

Luiz Carlos Amorim (*)

O dia 15 de outubro foi o Dia dos Professores. Eu teria falado deles em meados de mês, mas todos estavam falando sobre o tema e não podemos valorizá-los apenas por ocasião de um dia dedicado a eles. Temos que defender melhores condições para nossos professores, pois essa é a profissão mais importante dentre todas, porque é aquela que forma todos os profissionais de qualquer área.

Professor é aquela criatura abnegada e dedicada, na maioria das vezes, que estuda muito, fazendo um curso superior como Letras, Pedagogia, História, Geografia, Matemática, Educação Física, etc. e que quer transmitir conhecimento para as novas gerações, contribuir para que a educação seja melhor, apesar de nossos governantes, que só fazem piorar o ensino, em todos os niveis.

A verdade é que os “gestores” da educação neste nosso país, os donos do poder, dão muito pouca importância aos professores que estão nas frentes de trabalho, nas salas de aula tocando a educação como podem, sem motivação e incentivo, com salários bem aquém do que deveriam receber.

Falo, principalmente dos professores do primeiro e segundo graus, que deveriam ser os mais bem remunerados, pois estão formando os adultos de amanhã, estão formando os adultos que poderão conduzir, logo adiante, os destinos do Brasil.

O que acontece, no entanto, é a má valorização do profissional, falta de professores nas salas de aula e pessoas não qualificadas, às vezes, à frente dessa importante missão.

Há lugares, neste nosso país, em que professores ganham quase nada para dar aulas à sombra de árvores, com a desculpa de que não existe dinheiro para pagar um salário melhor àqueles que se entregam de corpo e alma à educação, para pagar transporte de alunos para que tenham um lugar adequado para estudar.

A máquina administrativa do Brasil gasta demais, os políticos corruptos drenam o dinheiro público com altos salários, muitas vantagens e roubalheiras, mas para a educação, para a saúde, para a segurança, não há dinheiro.

Esperemos (e mais do que ter esperança deveríamos ter candidatos decentes em quem votar) que os nossos governantes parem de gastar (gastar?) o dinheiro público em benefício próprio e olhem com mais atenção para esses problemas que só se agravam: corrupção, impunidade, roubalheira, deterioração da educação, falência da saúde, da segurança, da justiça. Um país sem educação dá nisso que aí está.

Há que conferirmos o devido valor aos nossos professores, há que respeitarmos e nos conscientizarmos da importância crucial de que tudo se resume a uma boa educação, coisa que nosso país não tem. E quando digo educação, estou falando também em ensino. Podem conferir, no dicionário, o significado da palavra. Precisamos exigir qualificação para nossos professores, salários dignos, manutenção nas escolas públicas, equipamentos para que os professores possam trabalhar. Só assim a categoria não terá que entrar em greve todo ano, para exigir um salário decente, que é direito deles. Coisa que não conseguem nem com greve.

É que o “poder” adora provocar e fazer com que eles entrem em greve, para colocar neles a culpa da falta de aulas, quando a culpa é do patrão – o governo -, que não quer pagar o que é de direito, não quer dar condições de trabalho a nossos professores.

(*) É escritor, editor e revisor – Fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, com 46 anos de trajetória, editor das Edições A ILHA, que publicam as revistas SUPLEMENTO LITERÁRIO A ILHA e ESCRITORES DO BRASIL. Cadeira 19 da Academia Sulbrasileira de Letras, cadeira 19 da Academia Desterrense de Literatura. Blog: http://luizcarlosamorim.blogspot.com

Foto Ilustrativa Magnific

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