Prefeitura insiste em aumentar a jornada de trabalho dos professores. Greve foi o fato negativo da semana nessa relação.
Foto e Texto: Raphael Pena
Mais uma vez, a Prefeitura de Araraquara foi ao Ministério do Trabalho para uma mesa de negociação sobre aumento da jornada imposta ao magistério, mas não aceitou negociar. Em audiência, nesta semana, na Gerência Regional do Trabalho e Emprego entre prefeitura, professores e SISMAR – Sindicato dos Servidores Municipais, os representantes das Secretarias da Educação e de Negócios Jurídicos simplesmente disseram que não vão voltar atrás na decisão de aumentar em 20% a jornada de trabalho dos professores PII (lecionam do 5º ao 9º ano). Obviamente, diante da negativa, a greve foi o passo consequente.
A mudança que a Administração quer impor foi externada no decreto 11.055/16, onde se lê que os professores terão que cumprir 10 minutos a mais, além dos 50 minutos da aula, à disposição da escola.
Para a imprensa, a Prefeitura mente ao dizer que não haverá aumento na jornada e tenta jogar a população contra os servidores ao afirmar que o problema é a marcação do ponto biométrico.
O SISMAR desafia a Administração a provar que o professor poderá entrar e sair das escolas no mesmo horário que fazia antes da mudança.
Na segunda-feira(7), professores organizados pelo SISMAR fizeram manifestação em frente da Secretaria de Educação. Compareceram cerca de 40% dos professores diretamente afetados.