Em seguida a gente volta para o centro e encontra Oldemiro Quatrochi. Eu até tive o prazer de brincar com o Miro porque essa relação remete à infância de 90% das pessoas que participaram de nossa festa, no Mais Querido. O Miro naquela época era sócio do Jaime e da Anita que infelizmente já faleceram. Manteve o negócio com o mesmo carinho que sempre teve quando trabalhava para o Sr. Carmelo, para o Nono Carmelo que era seu pai. Ele trabalhava com os irmãos e ainda por cima – porque gosta de família, porque gosta de muita gente – ele se casou com a filha do Chico Pinto. Assim, ele já herdou uma família grande, uma plêiade de cunhados e sobrinhos que, se pudéssemos juntá-los, não diria que encheria um campo de futebol mas com certeza um ginásio de esportes. E que faz algazarra digna das maiores torcidas…
O Miro ainda trabalha com produtos personalizados, a massa é muito famosa. Muita gente atravessa a cidade para buscar a massa, o queijo fresco e a lingüiça com gosto de ter sido feita em casa. É o sabor da casa, mantida essa relação com muito afeto. A afetividade está em cada produto garantido às pessoas que ele gosta mesmo. A mercearia do Miro virou um ponto de encontro no final de tarde, tem um balcão alongado onde muita gente bota os assuntos em dia, tomando um chopinho com os amigos.