N/A

O maior castigo: menos votos nas urnas

Temos de admitir, o Brasil está mudando. Estão encarcerados ex-governadores, ex-ministros e parlamentares. O território outrora inexpugnável dos gabinetes e das residências dos figurões investigados, agora, é tomado pelos policiais que, além de prender ou conduzir coercitivamente, ainda vasculham dependências e apreendem documentos, computadores e outros objetos que possam interessar ao processo.

Além de arrestar provas e conduzir o envolvido, a revoada informa pormenores dos crimes. Concluídas as investigações poucos conseguem se safar. A maioria está presa, prisão domiciliar ou usando tornozeleira.

Os atravessadores que um dia participaram de fraude, saques e descaminho do dinheiro público, serão alcançados…

É o caminho aberto pelo sistema de delação premiada. Em troca do abrandamento da pena, os envolvidos revelam o nome dos comparsas. A Lava Jato e suas paralelas sugerem um Brasil novo. Que todos os devedores sejam chamados a pagar suas dívidas e que a execução da pena de cada um seja a mais justa possível. Nem mais nem menos do que devem.

É de se aguardar que o eleitor não coloque tudo a perder votando nos contumazes desordeiros políticos. Para político corrupto, maior do que a condenação emitida pelo Judiciário é a ausência de votos nas urnas. Depois de condenados, os corruptos não poderão se apresentar como candidatos, mas, boa parte ainda conseguirá candidatar-se em 2018. É aí que entra a decisão patriótica do eleitor: não votar neles…

(Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves – dirigente da Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo – aspomilpm@terra.com.br)

Compartilhe :

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Agenda Esportiva

Audiência Pública debaterá regra sobre ano de fabricação de carros de aplicativo

Show nesta sexta-feira no Sesc Araraquara

Espetáculo de teatro neste sábado no Sesc Araraquara

Show neste domingo no Sesc Araraquara

CATEGORIAS