A operação “mãos limpas”, perpetrada exemplarmente na Itália, urgentemente deve ser empregada em nosso país. Nos últimos dias, a população brasileira foi brindada com uma tomografia cristalina (como é pertinente uma imprensa livre, contrastando com a praticada ao tempo da ditadura quando os censores liam jornais com a lupa do despotismo e medo de fantasmas), pode-se dizer que nosso povo foi homenageado com informações de políticos, dos bastidores do poder. Quanta podridão, não é mesmo?
Os agentes públicos que não souberam honrar o mandato dado pelo povo, precisam ser banidos. A CPI dos Correios e do Mensalão têm que ir até ao fim, não podem terminar em pizza. Seria imperdoável, mataria a esperança de nossa gente se tudo ocorresse como a CPI do Banestado. Onde estão os milhões de dólares enviados para fora do Brasil por pessoas nem tão anônimas? Enfim, os que levaram vantagem, os “gersianos” estão em que cadeia? Obviamente, numa cadeia de hotéis à beira mar…
Mas, como somos brasileiros e não perdemos a fé facilmente, testemunhamos na frigideira da decência os políticos conhecidos e os que com certeza vão se assentar à esteira que carrega os espertinhos e os vendedores de voto, os deputados que estão no fio da navalha para a mesma chama purificadora. A CPI, já rotulada de “chapa branca” não pode enganar ou impiedosamente todos serão jogados ao lixo da história.
O poder que emana do povo foi negociado em meio a interesses escusos, para viabilizar um discutível projeto (sic) de governo.
Os políticos, detentores de mandato eletivo, têm a obrigação de limpar a casa legislativa. Todos os de bom senso e de ideais nobres verão que os porões necessitam de uma dedetização, os insetos que sugam o sangue dos contribuintes precisam ser extintos…
E saibam: o povo não aceita meias medidas para sair dessa crise de representatividade e os dois deputados da região de Araraquara (Dimas Ramalho e Marcelo Barbieri), acreditamos piamente, vão desfraldar a bandeira da moralidade e transparência. Serão a nossa voz para dizer não aos vendilhões do templo democrático. Dando-lhes, como é óbvio, o direito ao contraditório e ampla defesa.
Os trabalhadores, os pagadores de impostos não agüentam essa pouca vergonha que a imprensa estampa. Chega de enganação!