Maria Ursulina Ramalho (*)
Considera-se asilo uma instituição cujo objetivo humanitário é abrigar, cuidar, proteger e acolher pessoas idosas que perderam o espaço em seu ambiente doméstico, ou outros motivos. Seria muito bom se não se precisasse recorrer a essa instituição. Porém, a vida social contemporânea requer muitos compromissos, ocasionando geralmente o distanciamento familiar.
Sem má intenção, as pessoas tornam-se indiferentes e o afeto, a amizade e a confiança desaparecem, surgindo o egoísmo de uns para com os outros, principalmente idosos.
Os anos passam e aqueles que envelheceram já não podem mais oferecer trabalho por motivos de saúde e então são passíveis de isolamento.
Assemelham-se a pedras que devem ser removidas do caminho.
Não há comoção ao se olhar as mãos cansadas, olhos embaçados, a dificuldade para falar e andar. As doenças severas apagam a memória e as dores surgem cada vez mais. Nos tempos das crianças os avós significavam alguém de importância extraordinária. Eram o centro da família e a palavra asilo nem era usada. A sabedoria era grande e cabelos brancos faziam jus.
Hoje, existem muitas razões para o uso do asilo. Entretanto não devemos esquecê-los lá.
Os animais, quando seus donos viajam, ficam em lugares confortáveis e recebem bons tratos, ou então seus donos não viajam.
A recompensa pelo bem e castigo pelo mal andam de mãos dadas, sendo lei universal que se realiza para todos.
(*) É escritora e pedagoga. Digitação de Kate Lorraine S. De Godoy.