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Nome Próprio

Criador e criatura

Sérgio Hondjakoff admite que Cabeção é muito mais famoso que ele

Texto: Fabíola Tavernard/PopTevê

Bastam poucos minutos de conversa para perceber que Sérgio Hondjakoff e Cabeção se confundem. Mal se pode definir o que é do ator, o que é do personagem que há seis anos está na novelinha “teen” “Malhação”. O jeito desligado, a incerteza nas palavras, as dúvidas em relação ao futuro e as gírias no vocabulário parecem refletir a longa “convivência”. “Sou meio parecido com o Cabeção mesmo. Apesar de querer me despedir logo dele, sei que vou sentir saudades”, confessa.

Tamanha incerteza fica evidente quando o ator fala do futuro de seu personagem, que o diretor Ricardo Waddington já afirmou estar em sua última temporada. Apesar de todo os indícios de a atual será a última temporada do seriado em que o personagem um tanto atrapalhado aparece, o Sérgio é cauteloso. “Meu contrato com a Globo é até o fim de 2006. Acho que vou sair mesmo, mas nada é concreto até acontecer”, resguarda-se.

Estar há seis anos na pele de um mesmo personagem não chega a ser um peso, mas não deixa o ator lá muito satisfeito. Sérgio conta que no início até se chateava por andar nas ruas e ser conhecido apenas como Cabeção. “As pessoas nem sabiam meu nome!”, reclama. Com o passar do tempo, porém, ele começou a perceber que era voto vencido e passou a receber melhor a popularidade do personagem. Claro que uma “forcinha” da emissora foi importante. “O ‘Vídeo Show’ ajudou a divulgar o meu nome e passei a encarar aquilo apenas como um reconhecimento”, diz. Sérgio, aliás, é recordista de tempo de permanência em “Malhação” – supera até André Marques, hoje à frente do “Vídeo Show”, o antigo recordista, com quatro temporadas como Mocotó.

Apesar de estar tanto tempo na mesma produção, o ator diz que “Malhação” ainda cumpre com ele uma das principais funções a que se propõe: ser uma escola de jovens atores. “Todo dia aprendo muita coisa. Toda a prática e técnica necessárias para tevê, aprendi lá”, afirma. Mas, na verdade, Sérgio estreou na televisão muito tempo antes. Mais exatamente, aos 8 anos, na extinta “Escolinhazinha do Professor Raimundo”, onde astros-mirins imitavam os personagens da versão adulta do programa. A primeira novela, “História de Amor”, veio logo depois, e de lá para cá o ator, hoje com 21 anos, não parou mais.

Ter começado tão cedo exigiu lá seus sacrifícios. Como deixar de sair à noite quando tem de gravar no dia seguinte. Conciliar trabalho e estudos na adolescência também não foi tarefa das mais fáceis. O ator acredita que ganhou muito mais do que perdeu com o trabalho precoce, mas agora quer diversificar. Assim que gravar as últimas cenas da novelinha pretende investir numa Faculdade, que pode ser de Artes Cênicas ou Cinema. “Também quero estrear no teatro e cinema. Não tem jeito, a interpretação está na veia”, avisa. Sem maiores ambições, Sérgio não idealiza um personagem para depois de Cabeção. Mas espera não repetir a dose. “Ficar tanto tempo num mesmo personagem, acho que não dá mais. Estourei minha cota”, diz, aos risos.

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