Perguntaram-me: o que é isso que o sr. traz na mão?
– São duas multas dadas por um competente multador, que deve ter cursos e mais cursos, que deve saber tudo do nosso trânsito que poderia dar aulas sobre o assunto em qualquer lugar, com toda a sua categoria. A primeira, deixei um passageiro na esquina da rua dois, que por sinal está uma calamidade: lá só passa ônibus. Então atravessei-a, não poderia parar na um e nem na três, fui multado por abrir a porta e deixar o passageiro descer porque ali não tinha jeito de parar diferente.
O sabichão lascou a multa em mim. Meus parabéns seu-sabe-tudo, deve ser uma ignorância total ou uma nova fonte de renda para a prefeitura.
O tal não era policial, pois, eles sabem bem o que fazem e são educados e instruídos. Ele deveria ter me orientado e nunca me multado, eu em setenta anos de trânsito, trinta em São Paulo, nunca havia sido multado. Foi preciso a sabedoria do araraquarense para fazê-lo.
No meu entender completamente absurda esta multa. Desde que foi instituída a lei dos cintos de segurança eu nunca deixei de usá-los, pois, era a minha própria e eu cuidava com todo o carinho possível. Por acaso, o tal cinto não estava na posição que o “gentleman” queria que estivesse, mas lá estava desde que sai da minha casa. Estava eu com uma pequena ferida no ombro esquerdo, então abaixei o tal cinto. Mas, lá estava para que todos vissem se fosse o caso, só o nosso especialista não viu, ou melhor, nem quis ver e me multou novamente.
Estou acostumado a assumir tudo o que me acontece de certo ou de errado. Quando cheguei em casa e vi as duas multas do mesmo lugar, achei tão absurdas que resolvi escrever este artigo para que os chefes desse pessoal instrua-os melhor para que eles multem quem estiver errado e não inventem multas, pois, dá a impressão que seria uma nova forma de verba para tomar dinheiro do povo, um dos mais explorados do nosso mundo com taxas, multas e impostos. Eu nem sei quem fez isso, sequer me interessa. Isto daqui é um protesto sem nomes para que o povo tenha os seus direitos respeitados. Eu também nem sei quem resolveu contratar esse pessoal, nem sei se tem concurso, nem sei se isso é válido.
Vou recorrer das ditas multas porque me acho no direito de fazê-lo. E quando você se sentir prejudicado use o seu direito e reclame sempre, até que tudo dê certo.