Nhô Pedro

Você sabe que eu te amo ainda depois de trinta anos de convivência. Passamos por boas e más, mas, teus pequenos filhos foram todos formados: um médico, um advogado e outras mais. Eles estão muito bem de vida em Ribeirão Preto e uma filha-professora casada com um dos donos da Faculdade Moura Lacerda, com três filhos maravilhosos. Tornei-me amigo da tua irmã, da tua mãe, do outro irmão seu, o João quando o amigo verdadeiro era o Arnaldo que, além de te amar muito, cuidava dos teus filhos e foi aquele grande amigo, de quem gostei e respeitei. O tempo maldito, no entanto, faz com que as coisas mudem duma maneira sensacional e a gente, às vezes, se perde nesta passagem. Mas, esse mesmo tempo serviu para fortalecer os laços com as crianças. A cada dia, íamos nos aproximando sendo mais parentes e passei a tratá-las como filhos, que eram. E o tempo passou… eles cresceram e formaram outra família, muito bem acomodada na minha de então. Hoje estão todos unidos, como se fossem irmãos verdadeiros, filhos da mesma mãe que é você. Afinal, o que quer uma mãe com tantos filhos que lhe querem bem e lhe dão tanto apoio, praticamente chamando-a de Mãe?

Sabe, quando fiquei doente do coração houve uma corrida total dos meus filhos e dos seus rezando ardentemente pelo meu restabelecimento, o qual se deu numa boa, sem tropeços.

Você diz que eu sou sozinho… mas, tenho encontrado centenas de pessoas amigas que rezaram quando estive doente. Que solidão é essa quando em cada canto da cidade você encontra quem reze com fervor por você, nestas horas tristes. A tua afirmação é errônea, seus olhos vêem além do que te convém. Bom seria pra você se minha vida assim fosse. O que aconteceu com a sua cabecinha, será que as amigas que nada têm do que você tem e pintam sua vida como se fosse a delas, uma grande porcaria? Elas não têm nem netos, nem filhos maravilhosos, bem… esta vida cheia de graça que você tem levado durante esse trinta anos. Há de ser uma coisa que se chama inveja e tudo farão para que você entre na delas que serão infelizes até morrerem. Elas não sabem sequer o que é felicidade dos filhos, dos netos e do marido chato, mas, que sempre foi teu e pra ti. É o que elas nunca terão, nem por milagre.

Só você, que tem tudo e fica negando, por causa delas.

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