Nhô Pedro

Pedem-me para responder, “bem devagar e sem pressa”, tudo o que sei sobre o amor. A leitora diz que vê casais pela manhã, tarde e noite falando de amor, parece coisa interminável. Nunca vai acabar e o amor está sempre a recomeçar. Mas, tudo é frivolidade, acaba como começou, sem explicação como se não tivesse existido nada entre as duas pessoas. “Isso, Nhô Pedro, é amor ou ilusão?”.

Minha filha, isso é coisa da atualidade, da globalização. O amor de hoje não passa de uma grande ilusão. Quando dura um casamento nessas condições? Meses, sete ou dez anos?

Amor é como beija-flor, vagando feliz entre as flores em busca de seu mel e, como as borboletas, amando-se e brincando nos canteiros. É como o temporal que ruge e assusta, como o sol que se põe e extasia, como o rio transparente que encanta a gente. O amor divino é um hino a tudo que é belo. Quando se ama a gente treme, vibra, canta, chora e implora em favor do sentimento. O amor é como uma vela encantada que queima tranqüila e parece que nunca vai acabar. É a chuva miúda que não molha, mas alegra. É uma sensação de eternidade, com felicidade e paz.

O amor, minha filha, alimenta, dá vigor, força e agilidade. Nada é mais sublime que esse sentimento que redime e faz viver intensamente. O amor é uma noite iluminada por milhares de estrelas e que nada pode escondê-lo.

O amor é o vagido da criança que nasce e vê a luz do dia, é alegria.

Isso tudo, minha filha, foi pela minha vida acontecendo e eu amando, voando em busca daquilo que nem sabia o que era: uma inspiração indefinida que pode levar ao céu e ao inferno ao mesmo tempo.

Amor, minha filha, é tudo isso e muito mais. Mais do que podemos imaginar e mais do que a ciência e a vida nos ensinam. Amor é amor, menina, e nada mais!

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