Nhô Pedro

Meu avô era dono da Frente Única, um famoso pesqueiro do Rio Mogi-Guaçu que era de Pio Lourenço. Tinha, na época, duas casas de madeira, forradas, com telas nas portas e janelas. E claro, o fogão à lenha. As telas eram a prevenção do proprietário para evitar o mosquito da malária. Em volta da casa um lindo pomar com instalações para guardar apetrechos de pesca e uma boa canoa, com dois motores da melhor qualidade. Havia uma bela coleção de armas para caçar capivaras, onça e lobo. E, no pesqueiro, a presença de macacos e pássaros de todos os tipos.

Não se pode deixar de falar da grande quantidade de peixes. Por isso, todo dia tinha caça para ser apreciada na boa cozinha.

O pesqueiro tinha 120 alqueires, uma ilha grande cheia de mato, lugar para roça, um pouco de pasto e o resto mata-virgem que era o habitat da caça que alimentava e dava charme ao local.

Meu avô tinha uma grande criação de porcos, em mangueirões bem divididos e limpinhos. Vaca e cavalo existiam pro gasto. No fim-do-ano meu avô vendia de 8 a 10 caminhões de porcos-gordos, além de casais de porcos da melhor raça que eram procurados pelos fazendeiros distantes.

A outra casa, mais perto do rio, era alugada como se faz hoje com chácaras e sítios que são transformados em ambiente gostoso para se passar boas horas com os amigos.

Os grupos de pescadores, de caminhão alugado, chegavam à Frente Única para momentos inesquecíveis. A fazenda era um verdadeiro jardim, desde o tempo de Pio Lourenço.

E cada pescador levava para casa mais de 30 quilos do melhor produto. Esse era o pesqueiro do meu avô…

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