Nagashi Furokawa em Araraquara

O vice-prefeito Sérgio de Oliveira Médici recebeu nesta semana, o secretário de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo, Nagashi Furokawa. O secretário reuniu-se com Jorge Guimarães, diretor da Penitenciária de Araraquara, juiz corregedor Dr. Silvio Moura Sales, João Batista Pancioni representante regional do Sindicato dos Agentes Penitenciários, Antônio Hallage, diretor presidente da Brasilsat (empresa do Paraná, vencedora da licitação da construção do anexo na penitenciária), vereador Edmilson de Nola Sá (PT) e Márcia Lia, representante da OAB com o objetivo esclarecer quanto ao problema da segurança pública, decorrente da construção do CDP (Centro de Detenção Provisória), que abrigará cerca de 500 presos.

As novas instalações vão substituir a cadeia pública, desativada. “Há necessidade de um espaço para esses presos, é o que tem de mais moderno hoje em dia. Só existe algo parecido (no país) em Curitiba, e tem referências do modelo americano”, afirmou o secretário.

O Centro não se destina ao cumprimento de pena, mas apenas para presos provisórios, durante um prazo que deve variar entre 3 e 5 meses. Depois, aí sim a pessoa é encaminhada para a penitenciária ou Centro de Ressocialização (CR).

Na busca de alternativas para solucionar o problema de esgotamento carcerário, o secretário afirmou que, com os recursos disponíveis, a solução é construir o Centro de Detenção Provisória (CDP) dentro da Penitenciária, como forma de maior eficiência e menor despesa. O número de funcionários envolvidos na estrutura de um só prédio ajudaria no controle de gastos, já que com dois prédios as despesas poderiam ser dobradas. Assim, aproveita-se a estrutura e os funcionários da Penitenciária. O valor da obra, com o poço, é de R$ 5,8 milhões.

Segundo o secretário, encontrar o caminho para solucionar os problemas dos funcionários e agentes da penitenciária, é uma constante. Os números indicam que o ideal é que cada funcionário, cuide de 2,8 presos. No Estado, esse número é de 1 para 4, e no país de 1 funcionário para 7 presos. “O mundo contemporâneo busca recursos tecnológicos para a segurança dos funcionários”, disse o secretário antes da apresentação do projeto, realizado pela Brasilsat, empresa que ganhou a concorrência de 8 empresas.

A obra está sendo implantada e deve ser concluída no próximo 27 de fevereiro. O local de construção do novo prédio é a área onde havia um campo de futebol e não deve misturar os presos do Centro com os da penitenciária. Para tanto, revistas serão realizadas em dias alternados, para diminuição do fluxo interno.

A nova edificação privilegia a segurança nos diversos itens construtivos, através da tecnologia utilizada para a segurança de agentes, visitantes (parentes e advogados) e comunidade.

As celas pré-fabricadas possuem paredes de concreto armado de alta resistência; móveis em concreto solidarizados às paredes e sem frestas; portas em chapa de aço, fechaduras com monitoração remota e dupla segurança (eletromagnética e eletromecânica com ferrolho); ventilação por grades de aço temperado em molduras de aço.

O piso é de concreto de alta resistência, com chapas de aço; o telhado tem o acesso dificultado por platibanda de concreto liso com 2,80 metros e sensor de presença entre o teto e a cela. Os vidros são temperados de múltiplas camadas e com película antiestilhaço.

A cobertura dos pátios possui tela alambrada revestida em PVC. A construção de um poço artesiano também está incluída na obra em desenvolvimento. A idéia é garantir o suprimento de água na nova unidade.

Para monitorar as áreas interna e externa, será utilizado o moderno sistema de CFTV (Câmera fechada-TV), com 32 câmeras, todas protegidas contra vandalismo.

Através de um Sistema de Supervisão e Controle, vários comandos podem ser efetuados para toda a unidade, como: abertura e fechamento das portas, controle de fluxo de água e energia das celas, a presença dos alarmes, alarme para supervisão e combate de incêndio, disparo de sirenes em casos emergenciais, supervisão e controle redundantes (no caso de falha em algum computador, há outro em atividade imediatamente – e assim sucessivamente).

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