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Maringá aumenta a produção

Com um trabalho contínuo se constrói o futuro promissor.

Um recorde bem-vindo

Abrir espaço para discorrer sobre a Usina Maringá significa ler belos capítulos de uma vasta história escrita pelo saudoso Graciano R. Affonso, com a liderança do Dr. Jorge Affonso e colaboração de extrema qualidade de outros pilares de uma empresa que cumpriu com sua finalidade, sem olvidar o setor social. Isso, certamente vai merecer nosso enfoque oportunamente. Mas, hoje torna-se pertinente e salutar destacar o conceito defendido pelo empresário Nelson Cury: interessa o futuro, olhando-se o passado para absorver suas lições que, de forma cristalina, exigem um trabalho redobrado para vencer as dificuldades do presente.

Dessa forma, a Usina Maringá vence obstáculos inerentes ao segmento e investe para aumento da produção. Essa postura significa a absorção de mais mão-de-obra e recolhimento de impostos aos cofres públicos para atender aos projetos de interesse da comunidade.

Nesse contexto, a tradicional Maringá está vivenciando a quebra de recorde de sua produção.

3.100 vagas

Desde a terra – preparada para receber os gomos com olho-semente que fará nascer braços fortes e doces – a comercialização de açúcar e álcool, são usadas mãos de muita gente. São 3 mil e 100 trabalhadores na presente safra para moer toneladas de cana oriundas de fornecedores que acabam de ser valorizados e respeitados no direito de participar do resultado final.

O investimento, no valor de 6 milhões, objetivando aumentar a capacidade de moagem da usina araraquarense vai abrir para a próxima safra 300 vagas. Mais famílias garantindo salário, cesta básica, assistência médica e…dignidade. O direito ao trabalho, com justa remuneração, atende às metas da administração municipal que deseja arrecadar mais e ampliar o número de vagas para se aproximar da paz social.

Qualificação

O titular da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Paulo Sérgio Sgobbi, afirma que será assinado na primeira quinzena deste mês de agosto o contrato que permite requalificar trabalhadores do segmento sucroalcooleiro (são 600 trabalhadores da cana e mais 300 do geral para atender ao pólo aeronáutico). O Codefat – Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Ministério do Trabalho), vai liberar 1,6 milhão de reais para atender ao programa de inclusão profissional.

Obviamente, com a expansão das usinas (como é o caso da Maringá) para atender à demanda do mercado interno e externo o número de atendimento no programa de requalificação poderá ser menor.

Vale salientar que o momento para as usinas é bom, ainda mais com a vitória brasileira, ao lado da Austrália e Tailândia, na OMC – Organização Mundial do Comércio, contra a política de subsídios adotada pela União Européia. A ocupação de mais mercados tem tudo a ver com a ocupação de nossos trabalhadores e com todos os envolvidos no processo produtivo.

Dois aspectos

O secretário Sgobbi destaca dois aspectos nesse progresso da Usina Maringá: o primeiro diz respeito à recuperação definitiva desta empresa tradicional de Araraquara “o que nos deixa felicíssimos, ainda mais sendo uma unidade de grande porte que se alavanca rumo à produtividade”. O segundo aspecto, delineado pelo secretário Sgobbi, dispõe sobre a nova modalidade de parceria da usina com produtores: o sistema de cana-agregada que vem dando muito certo. “Isso é bom para o produtor que tem a possibilidade de participar dos lucros finais e ótimo para a usina que fideliza seus fornecedores de matéria-prima”, assevera.

Investimento

A Usina Maringá acaba de colocar em operação um novo “terno de moenda”, passando a operar com 5 ternos. Foram investidos cerca de R$ 4 milhões na aquisição e instalação desse novo equipamento, perfazendo um investimento na indústria de mais de R$ 6 milhões nos últimos 12 meses.

Aumento da

produção

A usina araraquarense, que moerá 2 milhões de toneladas de cana na safra 2005/2006, com o novo terno vai moer 2,3 milhões de toneladas na próxima safra, o que representará um acréscimo de 3.500 hectares na área de colheita, passando dos 23 mil ha para 26.500 ha.

Atualmente, a usina produz 2,7 milhões de sacas de açúcar, quase tudo destinado ao mercado externo que representa faturamento de US$ 24,3 milhões, além dos 77 milhões de litros de álcool.

Com o aumento de 300 mil toneladas de cana na moagem na próxima safra, a produção passará para 3,3 milhões de sacas de açúcar e 80 milhões de litros de álcool. É isso que levará à criação de 300 vagas de trabalho.

Mais impostos

Segundo dados da Secretaria Municipal de Finanças de Araraquara, a Usina Maringá é a 6ª empresa no “ranking” das que mais contribuíram com o repasse de ICMS ao município através do Valor Adicionado Fiscal (VAF).

Um número importante para a cidade, com probabilidade inquestionável de ser melhorado com os investimentos em curso.

Fornecedores

e parceiros

Para atender à demanda, a Usina Maringá aumenta o contingente de fornecedores através do arrendamento de novas áreas de cana e prestação de serviços agrícolas aos fornecedores.

A grande novidade, no entanto, impulsionou a melhoria no relacionamento com os fornecedores. Desde 2004, a usina passou a adquirir a cana com pagamento em açúcar, método conhecido pelo nome de Cana Agregada, que é uma parceria existente entre a Usina Maringá e a CANASOL – Associação dos Fornecedores de Cana de Araraquara. Assim, foi possível agregar 300 mil toneladas de cana. O sucesso se deve ao fato de que com isso a usina usa toda a sua capacidade de moagem, reduzindo os seus custos, transferindo benefícios para os fornecedores através de melhor remuneração da cana-de-açúcar quando comparado ao método tradicional.

Paulo Sérgio Sgobbi é Secretário do Desenvolvimento de Araraquara.

A inovação na relação da Maringá com fornecedores é mais justa.

O presidente da Associação dos Fornecedores de Cana, Dr. José Carlos Teixeira, com Nicolau de Souza (Sindicato Rural).

Hoje o fornecedor entrega a cana e recebe produtos (açúcar e álcool) que restabelecem o equilíbrio financeiro entre as partes na medida em que ele participa do mercado.

Terra

que se

planta

a cana

para a

produção

de açúcar

e álcool,

com uma

parceria

moderna e

confiável,

a fim de

atingir os

objetivos

da empresa

e os sociais

A cidade

arrecada

bem mais

(Texto: G. Polezze)

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