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Junho Vermelho: oncohematologista reforça a importância da doação de sangue para pacientes oncológicos

As plaquetas são fundamentais aliadas essenciais para o tratamento e recuperação de pacientes; Especialista explica como o procedimento é realizado e quem pode doar

Durante o mês, Junho Vermelho vem para alertar sobre um assunto importante: a leucemia. Como uma maneira de conscientização, a campanha reforça os cuidados, diagnóstico precoce e ainda o tratamento adequado para a doença, que é considerada um tipo raro de câncer. 

No entanto, um assunto ainda pouco comentado é a relevância da doação de sangue para pacientes com leucemia, em quimioterapia ou ainda os que já passaram por transplantes de medula óssea.

Na leucemia, o câncer atinge os leucócitos (os glóbulos brancos – de defesa do organismo). “Na medula óssea são produzidos os glóbulos brancos, vermelhos (hemácias) e plaquetas. Quando há uma mutação genética, essa produção é afetada, resultando em leucócitos cancerosos”, explica a onco-hematologista da Oncoclínicas, Mariana Oliveira. 

Após a doação de sangue, que ocorre de maneira tradicional, o sangue é transferido para um equipamento que retém parte das plaquetas. Em seguida, o restante volta para o doador, inclusive com todos os outros elementos presentes. “Esse processo é seguro e pode contribuir no tratamento de milhares de pacientes”, reforça a oncohematologista. 

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), são esperados 12.220 novos casos de leucemia, sendo 6.540 em homens e 5.680 em mulheres a cada ano do triênio 2026-2028. Apesar de ser altamente curável, ele é o décimo tipo de câncer mais comum no país, sem considerar os tumores de pele não melanoma. 

Por que é importante doar plaquetas? 

Nos pacientes, as plaquetas são elementos que têm o objetivo de atuar na coagulação, ou seja, podem ajudar no controle de sangramentos. “O organismo do doador consegue repor rapidamente as plaquetas, em uma média de até 48 horas”, comenta Mariana Oliveira. 

Além disso, a médica reforça que uma contagem baixa de plaquetas pode impactar nos ciclos de quimioterapia e no tratamento do paciente como um todo. “Quando esses números são baixos, podem resultar em sangramentos e hematomas. A partir do recebimento das plaquetas, há um bloqueio na produção dessas células do sangue”, explica.

Mesmo sendo um procedimento simples, muitas pessoas ainda têm receio em fazer a doação, seja por medo ou até mesmo desconhecimento. “Essa apreensão é natural, mas é fundamental que a cada dia isso seja desmistificado. É muito importante que as doações aumentem para que possamos atender o maior número possível de pacientes”, reforça a onco-hematologista. 

Para doar plaquetas é necessário:

  • Ter entre 18 e 69 anos
  • Pesar mais que 50kg
  • Estar em boas condições de saúde
  • Não fazer uso de ácido acetilsalicílico (AAS) e anti-inflamatórios

“Vale lembrar ainda que é fundamental o doador estar bem alimentado e evitar refeições gordurosas. Se houver sintomas gripais, febre e diarreia, não é possível realizar a doação temporariamente, assim como pessoas que fizeram ingestão de bebida alcoólica no dia da doação, grávidas e mulheres com até três meses após o parto”, diz. 

Como funciona o tratamento para leucemia?  

Logo de cara, quando se fala em leucemia, é quase inevitável pensar no transplante de medula óssea. Mas, ela é muito mais ampla do que os casos que realmente necessitam desse procedimento. Em muitos pacientes, o tratamento pode ser medicamentoso ao longo de toda vida, ou ainda a partir da própria quimioterapia, capaz de eliminar a doença. 

“Isso dependerá de cada caso. Como existem muitos tipos de leucócitos, temos também diversos tipos de leucemias”, explica Mariana. Podendo ser agudas (leucemia linfóide aguda e leucemia mieloide aguda) ou crônicas (leucemia linfocítica crônica e leucemia mieloide crônica), elas são definidas da seguinte maneira:

  • Leucemias agudas: necessitam de internação, exames de classificação e testes da medula óssea para a escolha da quimioterapia adequada ao paciente. Geralmente, a multiplicação das células mutadas é rápida e é mais comum em crianças.
     
  • Leucemias crônicas: possui um desenvolvimento lento e pode acompanhar o paciente ao longo de toda a vida, sem maiores complicações. Na maioria dos casos é mais comum em adultos e seu tratamento é realizado com consultas de rotina e prescrição de remédios.

“Temos que lembrar que os avanços nos tratamentos tiveram um salto importantíssimo. Um deles é a terapia car-t cell, em que os linfócitos do tipo T são tratados em laboratório para que possam analisar e reconhecer as células cancerosas, eliminando-as”, comenta Mariana Oliveira. 

Além disso, a leucemia possui altas chances de cura, podendo chegar em até 90%, no caso das crianças, e 50% em pessoas até 60 anos. “Apesar de não existir cura para alguns casos da doença, os tratamentos são eficazes para oferecer uma maior expectativa e qualidade de vida. Por isso, o diagnóstico precoce é fundamental para o controle da leucemia”, finaliza.

Sobre a Oncoclínicas&Co

A Oncoclínicas&Co, um dos principais grupos dedicados ao tratamento do câncer no Brasil, oferece um modelo hiperespecializado e inovador voltado para toda a jornada oncológica do paciente. Presente em mais de 140 unidades em 49 cidades, a companhia reúne um corpo clínico formado por mais de 1.700 médicos especializados na linha de cuidado do paciente oncológico. Com a missão de democratizar o acesso à oncologia de excelência, realizou cerca de 593 mil tratamentos nos últimos 12 meses. Com foco em pesquisa, tecnologia e inovação, a Oncoclínicas segue padrões internacionais de alta qualidade, integrando clínicas ambulatoriais a cancer centers de alta complexidade, potencializando o tratamento com medicina de precisão e genômica. É parceira exclusiva no Brasil do Dana-Farber Cancer Institute, afiliado à Harvard Medical School, e mantém iniciativas globais como a Boston Lighthouse Innovation (EUA) e a participação na MedSir (Espanha). Integra ainda o índice IDIVERSA da B3, reforçando seu compromisso com a diversidade. A Oncoclínicas também mantém uma joint venture com o Grupo Al Faisaliah, da Arábia Saudita levando sua expertise oncológica para um novo continente. Saiba mais em: www.oncoclinicas.com.

(Digital Trix)

Foto: reprodução / Magnific

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