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FerroVias: espetáculo de sapateado da Cia. Papapumpá realiza circulação gratuita pela PNAB em Araraquara

Apresentações acontecem entre os dias 7 e 9 de agosto no Museu Ferroviário, em Bueno de Andrada e no Assentamento Bela Vista do Chibarro; sessão de domingo celebra o Dia dos Pais com programação cultural gratuita para toda a família.

O encontro do ferro dos sapatos com o ferro dos trilhos dá origem ao espetáculo “FerroVias”, da Cia. Papapumpá, que realiza uma circulação gratuita por diferentes territórios de Araraquara entre os dias 7 e 9 de agosto. Contemplado pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), o projeto utiliza o sapateado como linguagem artística para recriar os ritmos, os sons e os movimentos das ferrovias, estabelecendo um diálogo entre patrimônio, arte e memória.

A circulação começa na sexta-feira, 7 de agosto, com duas apresentações no Museu Ferroviário destinadas aos estudantes da Escola Municipal de Dança Iracema Nogueira. As sessões, realizadas às 10h20 e às 14h, têm como objetivo aproximar crianças e jovens da história ferroviária de Araraquara por meio da dança, da música e da experiência artística. Interessados em geral podem assistir às apresentações.

No sábado, 8 de agosto, o espetáculo segue para os territórios rurais do município. Às 10h, a apresentação acontece na Praça do Ciclista, em Bueno de Andrada, contemplando especialmente as comunidades do Assentamento Monte Alegre e do Horto de Bueno. Às 15h, a companhia se apresenta em frente ao Casarão da Bela Vista, no Assentamento Bela Vista do Chibarro.
A circulação termina no domingo, 9 de agosto, às 16h com uma apresentação gratuita e aberta ao público no Museu Ferroviário. Integrando a Jornada do Patrimônio e celebrando o Dia dos Pais o espetáculo é uma excelente opção de passeio cultural para celebrar a data com toda a família.

Ferro dos sapatos, ferro dos trilhos – Idealizado pela artista e coreógrafa Dani Perez, “FerroVias” parte do patrimônio ferroviário de Araraquara e de uma relação afetiva, sensível e imaterial construída pela comunidade em torno das estações, dos trilhos, das viagens e das memórias de chegadas e partidas.

“Existe uma afetividade compartilhada por todo o interior de São Paulo, considerando o papel significativo da ferrovia no processo de expansão econômica e de desenvolvimento do território. Essa experiência produziu uma identidade comum, com valores culturais próprios e muito significativos”, explica Dani Perez.

Para o produtor Weber Fonseca, a circulação também propõe uma aproximação entre diferentes gerações e territórios do município. “Levar o espetáculo para estudantes, comunidades rurais, assentamentos e para o Museu Ferroviário amplia o acesso à produção cultural e cria novas possibilidades de encontro com a história da cidade. ‘FerroVias’ celebra uma cultura ferroviária profundamente presente em nossas vidas e que volta a ocupar o debate público quando pensamos em mobilidade, sustentabilidade e desenvolvimento”, afirma.

Poeticamente, o espetáculo busca sensibilizar o público para os diferentes fluxos da vida. Chegadas, partidas, despedidas, reencontros e deslocamentos são transformados em movimentos, ritmos e paisagens sonoras.

Na pesquisa desenvolvida pela Cia. Papapumpá, o sapateado é explorado em sua natureza percussiva. “O ritmo é produzido pelos pés, pelas mãos e por todo o corpo, dialogando com uma pulsação muito antiga da humanidade. Em ‘FerroVias’, essa investigação encontra os sons dos trens e das ferrovias”, pontua Dani.

Arte fora do palco convencional – “FerroVias” foi criado para ocupar espaços públicos e locais ligados à memória ferroviária, sem depender da estrutura de um palco convencional. Trilhos, praças, antigas estações e construções históricas passam a integrar a própria encenação.

“O espaço cênico pode ser a rua, enquanto o cenário é formado pelo patrimônio, pelos equipamentos urbanos e pela arquitetura dos lugares. Neste espetáculo, antigas estações ferroviárias e espaços de memória ganham uma presença especial”, observa a coreógrafa.

Trilhos de ferro, caixas e placas de madeira, pedras, malas de viagem, instrumentos musicais e o próprio corpo são utilizados como suportes para a execução sonora e coreográfica. A palavra falada e cantada também integra a montagem, que estabelece momentos de interação rítmica com o público.

“É um projeto que propõe a ocupação do espaço público e reapresenta a cidade aos seus moradores. A praça, o museu, o assentamento e o patrimônio tornam-se lugares de reunião, convivência e produção cultural”, acrescenta Weber.
A montagem possui caráter itinerante e se desloca pelo espaço durante a apresentação. “Vamos contando essa história e dançando por diferentes pontos. Quem for assistir pode levar uma cadeirinha de praia ou um banquinho e se acomodar para acompanhar a nossa ‘FerroVias’”, convida Dani.

As apresentações em espaços públicos são organizadas de maneira a favorecer o acompanhamento por pessoas idosas, pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida.

O espetáculo

“FerroVias” surgiu como uma expansão da coreografia “Trem”, criada em 2013 pela Cia. Papapumpá e originalmente apresentada no espetáculo “Brasileiríssimo”.

A concepção cênica utiliza estruturas inspiradas nos trilhos como suporte para a execução sonora do sapateado. Malas de viagem e outros elementos construídos em madeira funcionam como bases percussivas, placas para o sapateado e caixas utilizadas para produzir sons com as mãos.

Composta por Fernando Galeane, a trilha sonora original incorpora referências ao universo ferroviário, como apitos, freios, engrenagens, escapes de fumaça e sons onomatopeicos. A paisagem sonora dialoga ainda com elementos da música popular brasileira e da cultura caipira, criando uma base para a execução rítmica e coreográfica do elenco.

O espetáculo conta com os bailarinos Daniela Perez, Flora Viviani, Giovane Marques, Lidia Duarte e Thauana Souza.
A circulação de “FerroVias” é realizada com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), por meio do Ministério da Cultura e do Governo Federal, com execução da Secretaria Municipal da Cultura de Araraquara e Fundart.

SERVIÇO
“FerroVias” — Cia. Papapumpá
Circulação gratuita pela Política Nacional Aldir Blanc — PNAB
Duração: 40 minutos
Entrada gratuita

• Apresentações para a Escola Municipal de Dança Iracema Nogueira
Sexta-feira (7 de agosto)
Primeira sessão: 10h20
Segunda sessão: 14h
Local: Museu Ferroviário de Araraquara

• Bueno de Andrada — comunidades do Assentamento Monte Alegre e Horto de Bueno
Sábado (8 de agosto), às 10h
Local: Praça de convivência “Thais Antônia Martinez”

• Assentamento Bela Vista do Chibarro
Sábado (8 de agosto), às 15h
Local: em frente ao Casarão da Bela Vista

• FerroVias no Museu Ferroviário: Jornada do Patrimônio e Dia dos Pais
Domingo (9 de agosto), às 16h
Local: Museu Ferroviário de Araraquara
Apresentação aberta ao público e gratuita

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