Falta de gente talhada

Esperamos que as ilustres autoridades não venham com a defesa linear de que o assunto é federal e, portanto, inatingível por outras esferas no tocante à pesquisa de qualidade dos combustíveis distribuídos pelos postos da cidade. A notícia preliminar é que 30% deles estariam vendendo combustível “fora das especificações técnicas”. Ora, que isso quer dizer? Mais água no álcool ou mais álcool na gasolina com outras substâncias químicas que arrebentam o motor?

Sinceramente, não dá para entender que um posto possa vender o litro da gasolina numa semana a R$ 1,84 e noutra a R$ 1,59. Claro que deve existir maracutaia da grossa. E muita gente faz fila para “aproveitar o preço porque o mar não está para peixe”. É verdade, mas, não podemos passar o atestado de burrice. Temos que bater o pé e exigir das autoridades a tomada de providência.

O vereador Idelmo Pereira inicia a intervenção em nome do povo para que o Ministério Público obrigue a divulgação de pesquisa da qualidade de combustíveis. Para o parlamentar, a pesquisa deve ser disponibilizada ao público atendendo- se ao Código do Consumidor.

Há muito se fala em eventuais falhas no setor. Falta gente. Naturalmente consciente, que se realiza em defender o interesse da comunidade. E quando se pensa num órgão de defesa vem à mente o Prof. Areovaldo Dell’Acqua que chegou, inclusive, a ser vereador. Como não foi reeleito abandonou a idéia que gerou o reconhecimento da coletividade. Falta gente para cuidar de gente. Enquanto isso, ao aproveitar (sic) o “preço baixo” sem questionar a qualidade do produto e o milagre que induz o proprietário do posto a, num repente, baixar tanto o preço de produto com pequena margem de lucro (aliás, como apregoam incessantemente), no caso, vale exigir a nota fiscal para que, quando o motor for para o beleléu, você possa ter meios de conseguir o ressarcimento do prejuízo via judicial.

Uma triste conclusão: pagamos caro e não recebemos segurança. Sim, porque isso também é uma violência. Nem queremos lembrar de outros tipos de violência a que estamos sujeitos no dia-a-dia de uma cidadania de brincadeira.

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