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De olhos bem malvados

Para viver a cruel May, Camila Morgado buscou inspiração nos clássicos estrelados por Bette Davis

Texto Cintia Lopes

(PopTevê)

Mimada, egoísta e obsessiva. É com essas três palavras que Camila Morgado define a americana May, sua personagem em “América” que agora começa a mostrar realmente a que veio na trama de Glória Perez. Apesar de ser sua estréia em novelas, Camila admite que nunca se divertiu tanto durante as gravações. O motivo: o fato de interpretar a vilã da história. “Quando Caco e eu estamos em cena, é difícil controlar as crises de risos”, admite.

Depois de ficar conhecida pelo grande público após viver a romântica Manuela na minissérie “A Casa das Sete Mulheres”, de 2003, e, em seguida, protagonizar o longa “Olga”, também dirigido por Jayme Monjardim, a atriz teve receio de ficar rotulada no papel da heroína. “Na tevê, isso acontece com maior freqüência. É bom que eu esteja fazendo uma vilã agora. O ator é camaleônico, ele pode ser o que quiser”, acredita. Mas Camila reconhece que teve dificuldades de adaptação no início da trama. “Fazer novela é exercitar a arte do desapego. Não dá para ser crítica todo tempo. Fui descobrindo a May junto com o público”, explica.

As críticas do início também foram superadas. “A May era muito mais rígida do que é agora. Provocou certa estranheza nas pessoas, até porque ela estava reclamona e preconceituosa. Agora existe um motivo real para tanta maldade”, acredita a atriz de 30 anos. O motivo é Sol, interpretada por Deborah Secco. Alvo principal das vilanias de May, a garçonete-dançarina já foi denunciada por ser imigrante ilegal e ainda vai passar por maus bocados nas mãos da vilã. “Ela é do tipo que não pode ser contrariada de jeito nenhum. Perder o noivo para uma latina, então, é imperdoável”, diz, imitando o tom petulante da personagem. A atriz buscou inspiração em filmes como “A Malvada” e “O Que Teria Acontecido a Baby Jane?”, protagonizados por Bette Davis. “Os filmes dela sempre servem de referência para mim em todos os trabalhos”, derrama-se.

E tudo indica que Camila conseguiu mais uma vez atingir o público. Desta vez, porém, de maneira diferente. Se antes a atriz era constantemente parada nas ruas para receber elogios e paparicos, agora a história é outra. “As pessoas não falam comigo, ficam amedrontadas e fazem umas caras esquisitas. Estou louca mesmo para levar uma sacolada no mercado”, confessa, entre risos. Apesar de acumular dez anos de experiência no teatro, Camila acredita que já estava na hora de experimentar outros veículos. De quebra, surgiu a televisão e logo em seguida, o cinema. Por isso mesmo, Camila se policia para não sucumbir ao fascínio da fama. “A gente precisa ficar mais atenta, prestar a atenção porque as relações mudam. O mais importante é não acreditar que tudo o que falam sobre você é verdade”, ensina.

A atriz foi um dos primeiros nomes da lista do diretor e “descobridor” Jayme Monjardim. Ainda assim, Camila garante que a saída de Jayme da novela não alterou em nada a sua rotina de trabalho. “A saída dele coincidiu com as mudanças na personagem. Achavam que eu estava muito rígida em cena e tive de mudar o tom. Mas nada a ver com ele”, limita-se a dizer. A parceria com Caco Ciocler, que interpreta o estudioso Ed também serviu de incentivo a mais para Camila. Os dois trabalharam juntos no filme “Olga”, em que Caco interpretava Luís Carlos Prestes. “É sempre bom trabalhar entre amigos. Trocamos idéias e nos divertimos bastante”, garante. A parceria será mantida na minissérie “JK”, de Maria Adelaide Amaral e Alcides Nogueira, que estréia em janeiro. “Adoro fazer trabalhos de época. É a minha praia”, conclui.

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