(Editorial) Um ano sem Polezze

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Passou assim: num piscar de olhos. Polezze faz muita falta? Sim, muita mesmo. Ele antevia as situações, pensava por muitos, analisava comportamentos, sondava e colocava no papel.

Polezze era falante, alegre e até palhaço, às vezes, de tão engraçado. Para tudo, ele arrumava uma boa desculpa, fosse qual fosse a situação.

Seus 75 anos foram voltados a ajudar o menos favorecido, tanto material como emocionalmente. Sempre encontrava uma forma de auxiliar. Esquecia de si para se doar ao próximo. Sempre usou de seus conhecimentos jornalístico e político, em favor dos menos favorecidos. Procurado por alguém, solicitando ajuda, jamais se negava.

Mas Polezze deixou muitos amigos? Com certeza, não. Ele mesmo dizia: “quando eu tinha o poder nas mãos, (época do rádio), era coberto de presentes, mimos e muitos ‘amigos’. Políticos, então? Nem me fale. Hoje, eu conto nas mãos os verdadeiros amigos” – dizia sempre, com certa tristeza.

Polezze também nunca se deixou vender por política. Hoje, se aqui estivesse na forma corpórea, estaria muito aborrecido com a política da cidade. Estaria dizendo: “pra que essa briga toda? Pra que um xingar um ao outro dessa forma? Trocar farpas? Por que não fazer jogo limpo, se unirem? Por que usar a fé do povo como ferramenta para ganhar eleição?”

Sim, Polezze faz muita falta.

Foi jornalista que conseguiu fazer políticos deixarem o orgulho de lado, se juntarem e elegerem deputados federais e estaduais pela região de Araraquara. Só quem viveu a época sabe o quanto ele lutou. E venceu.

Estamos dando continuidade ao JA com as lições que ele nos deixou: “Ver no próximo (seja quem for) um irmão de caminhada”. Seu legado não pode ser esquecido.

O JA foi o sonho que ele acalentou e que nós vamos levar a contento em sua memória. De onde estiver, Polezze, torça por nós, que nós estamos torcendo para você crescer cada vez mais na espiritualidade.

Até um dia.

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