Quem acompanha os noticiários — seja por jornais, rádios, TVs, podcasts, mídias digitais ou redes sociais — tem a certeza de que o mundo já não é mais o mesmo. E, no Brasil, não poderia ser diferente.
Nosso país vive hoje, no campo político, uma verdadeira “guerra” entre esquerda e direita, que tem deixado a população temerosa. Quem viveu as décadas de 40 e 50 lembra bem da tensão presente.
Naquela época, não existiam internet nem redes sociais como temos hoje. Poucas pessoas, privilegiadas, tinham em casa um rádio ou uma TV em preto e branco, movida a válvulas. As transmissões de rádio eram feitas em ondas médias, curtas e tropicais, tornando difícil saber o que acontecia do outro lado do mundo ou até mesmo em nosso próprio país.
Fazer uma ligação telefônica para fora da cidade também era um desafio. Dependíamos da famosa Telefônica, com suas telefonistas, e muitas vezes era necessário esperar horas para que uma chamada fosse completada — quando isso acontecia, ainda era difícil falar, devido às constantes interferências.
Mesmo com essa comunicação limitada, o povo já ia às ruas na década de 60 para manifestar seu descontentamento com o governo. No Brasil, já ocorreram várias manifestações contra a política, e atualmente vemos esse movimento retornar. Uma grande parte dos brasileiros está descontente com a situação atual do país.
Nossa Constituição garante a livre manifestação, desde que de forma ordeira e pacífica. Mas é preciso ter clareza de que nenhum extremismo — seja de direita ou de esquerda — devolverá ao país a paz. Pelo contrário, pode nos levar a uma situação lamentável, que talvez demore décadas para ser revertida.
O Brasil é, historicamente, uma nação de povo trabalhador, democrático e acolhedor. Para continuar assim, é necessário equilíbrio.
Portanto, nada de extremismos!
Foto Ilustrativa